Como uma parodia sempre e bem-vimda abaixo segue o link de uma paródia de Guerra nas Estrelas que fala sobre os orgânicos e sua luta contra o lado negro da agricultura.
Versão legendada via Planeta Orgânico (www.planetaorganico.com.br).
Original: Free Range Studios (youtube.com/user/FreeRangeStudios)
Meus profundos agradecimentos aos criadores e as pessoas que legendaram essa parodia e desponibilizaram ela pelo youtube.
No Brasil, a Instrução Normativa no 007, de 17/5/1999, do Ministério da Agricultura, dispõe detalhadamente sobre as normas de produção, tipificação, processamento, envase, distribuição, identificação e certificação da qualidade para os produtos orgânicos de origem vegetal e animal.
Nela, destacam-se os seguintes pontos:
* Exclusão do emprego de organismos geneticamente modificados (OGM’s) da produção orgânica.
* Detalhamento das etapas de conversão e transição dos produtos convencionais para orgânicos.
* Criação de um órgão colegiado nacional e dos respectivos órgãos estaduais responsáveis pela implementação da Instrução Normativa e fiscalização das entidades certificadoras.
* Exigência de que a certificação seja feita por entidades nacionais e sem fins lucrativos.
O selo de certificação de um alimento orgânico fornece ao consumidor muito além da certeza de estar levando para a casa um produto isento de contaminação química, o selo de "orgânico" é o símbolo não apenas de produtos isolados, mas também de processos mais ecológicos de se plantar, cultivar e colher alimentos.
Daí resulta a importância estratégica da certificação para o mercado de orgânicos, pois além de permitir ao agricultor orgânico diferenciar e obter uma melhor remuneração dos seus produtos protege os consumidores de possíveis fraudes. Existem também outras vantagens expressivas como, por exemplo, o fato de que a certificação torna a produção orgânica tecnicamente mais eficiente, a medida em que exige planejamento e documentação criteriosos por parte do produtor. Outra vantagem é a promoção e a divulgação dos princípios norteadores da Agricultura Orgânica na sociedade, colaborando, assim, para o crescimento do interesse pelo consumo de alimentos orgânicos.
Por fim, cabe ressaltar que a certificação, mais do que um instrumento de confiabilidade para o mercado dos produtos orgânicos é uma poderosa estratégia de construção da cidadania, buscando mobilizar tanto as comunidades regionais quanto a sociedade como um todo, pela produção e consumo de alimentos mais saudáveis e harmonizados com as atuais demandas de preservação dos ambientes naturais.
Por Visakha G. Seus
“A expansão do mercado de produtos orgânicos no Brasil se reflete no crescimento da Biofach, uma das maiores feiras do ramo em São Paulo. Segundo a coordenadora do evento, Rosina Cordeiro, a primeira edição da feira, em 2003, contou com 80 expositores, número que chegou a 300 este ano. “Antigamente, ninguém sabia o que era orgânico, mas hoje em dia está ficando uma coisa mais popular.”
Para o diretor da certificadora IBD, José Pedro Santiago, os produtos produzidos sem agrotóxicos e sem agressão à natureza estão deixando de ser um mercado específico e passando a ser um grande negócio. Ele baseia a sua avaliação no aumento da procura pela certificação que garante o selo de orgânico aos produtos.
“Há um conjunto de fatores que está alavancado a agricultura orgânica, apesar das crises”, avaliou Santiago. Na opinião dele, as preocupações com as mudanças climáticas, o aumento da divulgação na imprensa e uma maior atenção por parte do governo,são alguns dos fatores esponsáveis pelo crescimento do setor.
Nesse contexto, eventos como a Biofach buscam aproximar os produtores das oportunidades de negócios com possíveis revendedores, como redes de supermercados e lojas especializadas. A Biofach é realizada simultaneamente e no mesmo espaço da ExpoSustentat, feira de produtos produzidos de forma sustentável.
A possibilidade de conseguir um contrato com uma rede varejista trouxe Francisco José do Rio Grande do Norte para a feira em São Paulo. Ele explicou que conseguir negociar diretamente com um distribuidor para o mel em bisnaga e sachê pode garantir uma renda melhor aos 300 sócios de sua cooperativa. No modelo atual, eles vendem em grande quantidade para um atravessador que coloca o produto em recipientes menores e revende para o varejo. "Queremos agregar mais preço nos nossos produtos. Quando a gente vende nesses baldes de 25 quilos, eles saem um pouco baratos. A gente vendendo nesses frascos menores, ele sai num preço bem melhor para nós”.
O mel de Francisco está exposto no estande Caatinga-Cerrado, que reúne 20 cooperativas, duas redes de cooperativas e duas empresas. De acordo com assessor técnico do projeto, Luiz Carlos Rebelatto, a estrutura representa diretamente 7 mil famílias de 13 estados. Segundo ele, no ano passado o estande com produtos provenientes dos dois biomas gerou cerca de R$ 2 milhões em negócios.”
Qualidade de Vida: do fumo com agrotóxicos para o alimentos orgânico
Quem vê a jovem agricultora Lucilene Assing, 24 anos, falar com alegria dos produtos que sua família e mais outras 290 famílias produzem de forma agroecológica não imagina que há 18 anos a estória era diferente. Lucilene passou a infância vendo os pais trabalhando na lavoura de fumo e adoecerem com o uso de agrotóxicos.
A família resolveu mudar de atividade e largar a fumicultura de vez. Depois de passar por várias atividades conheceram a agricultura orgânica. Foi assim que nasceu, em 1996, a Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), que participa do Brasil Rural Contemporâneo – VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, no Rio de Janeiro. Grande parte dos integrantes da associação também eram ex-produtores de fumo.
O antigo galpão da família Assing para armazenar fumo virou um restaurante rústico onde hoje são servidas comidas tipicamente rurais produzidas pela mãe de Lucilene. A estufa que secava as folhas de fumo foi transformada em uma pequena pousada para a prática do turismo rural.
A Associação trouxe para o Brasil Rural Contemporâneo uma variedade de produtos como melado, açúcar mascavo, cachaça, mel, conservas de cenoura, cebola, vagem, doces de frutas típicas da região catarinense como uva, butiá, morango e physalis, que tem um gosto semelhante ao do damasco.
Lucilene conta que o trabalho é árduo mais que “valeu a pena largar a fumicultura”. Todos os produtos da
Agreco têm certificado de orgânico. Para a implantação da agroindústria de sua família, a jovem agricultora explica que seu pai acessou os créditos rurais do Pronaf e, agora, acessou o financiamento para a construção de um alambique.
Diversificando a atividade:
Não bastasse a produção de orgânicos, o pai de Lucilene e outras 179 famílias decidiram diversificar a atividade para gerar mais renda. A aposta foi no agroturismo, também conhecido como turismo rural. Juntos, estas famílias criaram o Acolhida na Colônia, que alia agricultura familiar e turismo ecológico.
Cada propriedade rural oferece aos turistas uma opção, seja uma caminhada ecológica, uma estadia em pousada para vivenciar o clima do campo ou mesmo um café ou almoço colonial, com comidas regionais produzidas pelos próprios agricultores.
O movimento orgânico cresce em todo o mundo, e mesmo nos EUA é grande o número de homegardeners que utilizam a produção orgânica - isto é, pessoas que optaram por produzir em casa os vegetais que consomem para garantir a isenção de agrotóxicos.
A produção orgânica, por sua própria natureza, se adequa à pequena propriedade rural, e com freqüência esses produtores se organizam em cooperativas para comercializar seus produtos. Essa organização permite o contato direto com o mercado consumidor, crescente nos grandes centros. A demanda por produtos orgânicos tem sido maior que a oferta, levando a um aumento dos preços dos alimentos orgânicos (e consequentemente, um aumento na renda dos seus produtores). Além disso, cresce o número de feiras de produtos orgânicos, onde o produtor vende direto ao consumidor. Também a pecuária orgânica, que utiliza sistemas como o pastoreio Voisin, escoa laticínios por este sistema sem intermediários.
O comércio internacional de produtos orgânicos tem nos países da Europa setentrional um de seus grandes compradores.
O produto orgânico é cultivado sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos. É um produto limpo, saudável, que provém de um sistema de cultivo que observa as leis da natureza e todo o manejo agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos recursos naturais.
O solo é a base do trabalho orgânico. Vários resíduos são reintegrados ao solo; esterco, restos de verduras, folhas, aparas, etc., são devolvidos aos canteiros para que sejam decompostos e transformados em nutrientes para as plantas. Essa fertilização ativará a vida no solo; os microorganismos além de transformar a matéria orgânica em alimento para as plantas, tornarão a terra porosa, solta, permável à água e ao ar. O grande valor da horticultura orgânica é promover permanentemente o melhoramento do solo. Ao invés de mero suporte para a planta, o solo será sua fonte de nutrição.
A rotação de culturas é utilizada como forma de preservar a fertilidade do solo e o equilíbrio de nutrientes. Contribui também para o controle de pragas, pois o cultivo das mesmas culturas nas mesmas áreas poderia resultar no aparecimento de doenças e infestações. As monoculturas são evitadas. A diversidade é fator que traz estabilidade ao agrossistema, pois implica no aumento de espécies e na interação entre os diversos organismos.
O cultivo consorciado, isto é, o plantio de 2 espécies lado a lado, contribui para o controle da erosão, pois mantém o solo coberto. Muitas espécies podem ser associadas entre si, pois se favorecem mutuamente: espécies que poduzem muita sombra podem ser associadas àquelas que gostam de sombra; ex: tomate e salsa; raízes profundas com raízes superficiais. ex: cenoura e alface; espécies com folhagens ralas podem ser plantadas junto àquelas mais volumosas, ex : cebolinha e beterraba; espécies com exigências diversas em relação à nutrientes. ex : rúcula e brócolis; espécies que exalam odores e afugentam insetos: ex : alface e cebolinha.
A agricultura orgânica reduz a fadiga do terreno e o consumo de água, ao eliminar o uso de produtos químicos, afirmou o presidente da Unión de Campesinos de Castilla y León (UCCL)
A agricultura orgânica reduz a fadiga do terreno e o consumo de água, ao eliminar o uso de produtos químicos, afirmou o presidente da Unión de Campesinos de Castilla y León (UCCL), José Manuel de las Heras, na abertura da VII Feira da Biodiversidade, realizada em Burgos, na Espanha. De las Heras explicou que a feira, organizada pela UCCL a cada sete anos pretende dar a conhecer práticas de produção agrícola que são "mais saudáveis e sustentáveis", ao mesmo tempo que põe em contato diretamente os produtores com os consumidores, que tem a oportunidade de conhecer"como são realmente os produtos de qualidade de nossos campos e qual é o preço justo, sem intermediários".
o presidente da UCCL reconheceu que a agricultura orgânica não está todavía muito desenvolvida em Castilla y León. Por isso o exemplo da provincia de Burgos, onde estes procedimentos são utilizados em apenas 1% da superficie cultivada na provincia.Na última campanha foram registrados como superficie dedicadas a agricultura orgânica uns 3.500 hectáres de cerca de 500.000 que se cultivam em Burgos. Sem dúvida, tratam-se de práticas que vão avançando de maneira muito notável e a superficie de cultivos ecológicos em Burgos tem-se triplicado desde a primera edição da Feira da Biodiversidade fazem sete anos.Tão pouco o número de agricultores que optam por estas práticas é demasiado elevado, ja que são pouco mais de meia centena.
Não obstante, De las Heras defende a agricultura orgânica como "uma saída profissional com futuro, graças as vantagens econômicas que se põe". Na sua opinião, não se trata tanto de obter uma maior produção sem reduzir custos, algo que é "especialmente importante para os agricultores, aroxados pelo aumento do preços de elementos como combustive e os adubos minerais".Neste sentido, explica que, além de reduzir o custo que se coloca na terra como os adubos minerais, isto provoca uma maior resistência aos cultivos de seco, o que reduz consumo de água, "com a redução dos custos que também implica".
O presidente da UCCL considerou que estas práticas ecológicas de cultivo são especialmente adequadas para cereais, oleaginosas e leguminosas, que são tipos de cultivos muito extensos em Castilla e León. A consequência deste tipo de prática na agricultura não se traduz em uma maior rendimento por hectare, mas permite aos agricultores reduzir custos e poder colocar produtos no mercado com selo de respeito ecológico, ademais poder fixar preços mais reduzidos com produtos de primeira qualidade.
Sebrae Nacional
Entrou em vigor no dia 16 de junho uma lei que busca promover a segurança alimentar e nutricional das escolas brasileiras.
Leia a seguir um texto produzido pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
A Lei nº 11.947/2009 determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação – FNDE para alimentação escolar na compra de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações, priorizando os assentamentos de reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas.
A aquisição de gêneros alimentícios será realizada, sempre que possível, no mesmo município das escolas.
Quando o fornecimento não puder ser feito localmente, as escolas poderão complementar a demanda entre agricultores da região, território rural, estado e país, nesta ordem de prioridade.
A nova Lei foi regulamentada pela Resolução nº 38, do Conselho Deliberativo do FNDE, que descreve os procedimentos operacionais que devem ser observados para venda dos produtos oriundos da agricultura familiar às Entidades Executoras (secretarias estaduais de educação e redes federais de educação básica ou suas mantenedoras, que recebem recursos diretamente do FNDE, responsáveis pela execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE).
O objetivo do Governo Federal com essa medida é promover a segurança alimentar e nutricional, a produção de alimentos da agricultura familiar que respeita as tradições alimentares locais, o desenvolvimento sustentável, a articulação das políticas públicas e o controle social.
As informações necessárias para tornar viável o cumprimento da legislação pertinente à inserção dos produtos da Agricultura Familiar na Alimentação Escolar estão disponíveis no endereço: www.mda.gov.br/alimentacaoescolar
Esse site, criado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, tem informações sobre os recursos disponíveis nos estados e municípios para a compra de alimentos, o número de agricultores familiares com DAP, a legislação pertinente, além do passo-a-passo para compra e venda dos gêneros alimentícios da agricultura familiar pelos executores do Programa Nacional da Alimentação Escolar – PNAE.
Por Leonardo Lopes
"A agricultura orgânica ainda é pouco adotada nas propriedades rurais do
país. Apenas 1,8% do total de produtores brasileiros usam tal técnica. Os ramos
mais frequentes nesse setor foram a pecuária e criação de outros animais
(41,7%) e a produção das lavouras temporárias (33,5%). A maior parte dos
produtos, no entanto, é voltada à exportação (60%), especialmente para o Japão,
os Estados Unidos e a União Europeia, além de mais 30 países. (...)
Segundo o documento do IBGE, entre os principais produtos orgânicos que seguem
para o mercado externo são produtos in natura e processados da soja, açúcar e
arroz (com origem na lavoura temporária), além do café e do cacau (com origem
na lavoura permanente), e os provenientes da pecuária e da criação de pequenos
animais (carnes, leite e derivados do mel) e do extrativismo (principalmente
palmito).
No mercado nacional, o estudo mostra que a agricultura orgânica está presente
de forma mais intensa no ramo da horticultura/floricultura (4,5%), que inclui a
produção de frutas, verduras e legumes. Esses itens, conforme destaca o
documento, têm peso significativo no mercado interno e são comercializados em
diferentes pontos de venda nas grandes metrópoles, como redes de economia
solidária entre produtores e consumidores e feiras livres locais.
O levantamento traz ainda informações sobre o perfil do agricultor que se
dedica a essa prática. Na maior parte dos casos, trata-se do proprietário das
terras exploradas (77,3%) – quatro em cada dez têm o ensino fundamental
incompleto (41,6%) e dois em cada dez não sabem ler nem escrever. Além disso,
mais da metade deles não participa de qualquer organização social (54,0%), mas
entre os que têm vínculo organizacional, 36,6% são ligados a associações,
sindicatos e outras entidades".
Por outro lado, enquanto isso:
"O uso de agrotóxicos nas propriedades rurais brasileiras é mais comum em
unidades dirigidas pelos proprietários, sendo que esse número chega a 78,4%, e
o equipamento mais usado é o pulverizador costal (69,1%), que tem maior
potencial de exposição. Além disso, em mais da metade das unidades onde a
prática foi verificada, os responsáveis não receberam orientação técnica
(56,3%) do governo, cooperativas ou da iniciativa privada.
O levantamento do IBGE traça um perfil da atividade no país, desenvolvida em
5,2 milhões de unidades rurais, incluindo entre outros dados aqueles sobre
produtores, estrutura fundiária, técnicas usadas e pessoal ocupado. (...)
De acordo com o pesquisador da Coordenação de Recursos Naturais do IBGE Eupídio
Fontes, receber orientação técnica é fundamental “não apenas para reduzir o uso
desses produtos, mas principalmente para diminuir os impactos na saúde e no
meio ambiente”.
Segundo ele, esse tipo de orientação pode incentivar os produtores a adotarem
técnicas como as da agricultura orgânica. "Ele pode aos poucos adotar
algumas condutas, que também tem um retorno econômico crescente, como a rotação
de culturas e o controle biológico, que são capazes de reduzir o nível de
ataques de insetos e pragas, sendo menos ofensivos à saúde do produtor e do
consumidor.”
Fontes lembrou que dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de
uso de agrotóxicos. “É um mercado que movimenta cerca de US$ 7 bilhões por
ano com a comercialização do produto.”
O pesquisador destacou ainda que, na maioria das propriedades onde houve
aplicação de agrotóxicos, o responsável pela direção dos trabalhos declarou ter
ensino fundamental incompleto ou nível de instrução menor (77,6%), o que de
acordo com o pesquisador do IBGE potencializa os riscos de intoxicação".
"A agricultura orgânica ainda é pouco adotada nas propriedades rurais do
país. Apenas 1,8% do total de produtores brasileiros usam tal técnica. Os ramos
mais frequentes nesse setor foram a pecuária e criação de outros animais
(41,7%) e a produção das lavouras temporárias (33,5%). A maior parte dos
produtos, no entanto, é voltada à exportação (60%), especialmente para o Japão,
os Estados Unidos e a União Europeia, além de mais 30 países. (...)
Segundo o documento do IBGE, entre os principais produtos orgânicos que seguem
para o mercado externo são produtos in natura e processados da soja, açúcar e
arroz (com origem na lavoura temporária), além do café e do cacau (com origem
na lavoura permanente), e os provenientes da pecuária e da criação de pequenos
animais (carnes, leite e derivados do mel) e do extrativismo (principalmente
palmito).
No mercado nacional, o estudo mostra que a agricultura orgânica está presente
de forma mais intensa no ramo da horticultura/floricultura (4,5%), que inclui a
produção de frutas, verduras e legumes. Esses itens, conforme destaca o
documento, têm peso significativo no mercado interno e são comercializados em
diferentes pontos de venda nas grandes metrópoles, como redes de economia
solidária entre produtores e consumidores e feiras livres locais.
O levantamento traz ainda informações sobre o perfil do agricultor que se
dedica a essa prática. Na maior parte dos casos, trata-se do proprietário das
terras exploradas (77,3%) – quatro em cada dez têm o ensino fundamental
incompleto (41,6%) e dois em cada dez não sabem ler nem escrever. Além disso,
mais da metade deles não participa de qualquer organização social (54,0%), mas
entre os que têm vínculo organizacional, 36,6% são ligados a associações,
sindicatos e outras entidades".
Por outro lado, enquanto isso:
"O uso de agrotóxicos nas propriedades rurais brasileiras é mais comum em
unidades dirigidas pelos proprietários, sendo que esse número chega a 78,4%, e
o equipamento mais usado é o pulverizador costal (69,1%), que tem maior
potencial de exposição. Além disso, em mais da metade das unidades onde a
prática foi verificada, os responsáveis não receberam orientação técnica
(56,3%) do governo, cooperativas ou da iniciativa privada.
O levantamento do IBGE traça um perfil da atividade no país, desenvolvida em
5,2 milhões de unidades rurais, incluindo entre outros dados aqueles sobre
produtores, estrutura fundiária, técnicas usadas e pessoal ocupado. (...)
De acordo com o pesquisador da Coordenação de Recursos Naturais do IBGE Eupídio
Fontes, receber orientação técnica é fundamental “não apenas para reduzir o uso
desses produtos, mas principalmente para diminuir os impactos na saúde e no
meio ambiente”.
Segundo ele, esse tipo de orientação pode incentivar os produtores a adotarem
técnicas como as da agricultura orgânica. "Ele pode aos poucos adotar
algumas condutas, que também tem um retorno econômico crescente, como a rotação
de culturas e o controle biológico, que são capazes de reduzir o nível de
ataques de insetos e pragas, sendo menos ofensivos à saúde do produtor e do
consumidor.”
Fontes lembrou que dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de
uso de agrotóxicos. “É um mercado que movimenta cerca de US$ 7 bilhões por
ano com a comercialização do produto.”
O pesquisador destacou ainda que, na maioria das propriedades onde houve
aplicação de agrotóxicos, o responsável pela direção dos trabalhos declarou ter
ensino fundamental incompleto ou nível de instrução menor (77,6%), o que de
acordo com o pesquisador do IBGE potencializa os riscos de intoxicação".
Segundo informações do Censo Agropecuário 2006, divulgado hoje (30.09.2009)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):
"A agricultura orgânica ainda é pouco adotada nas propriedades rurais do
país. Apenas 1,8% do total de produtores brasileiros usam tal técnica. Os ramos
mais frequentes nesse setor foram a pecuária e criação de outros animais
(41,7%) e a produção das lavouras temporárias (33,5%). A maior parte dos
produtos, no entanto, é voltada à exportação (60%), especialmente para o Japão,
os Estados Unidos e a União Europeia, além de mais 30 países. (...)
Segundo o documento do IBGE, entre os principais produtos orgânicos que seguem
para o mercado externo são produtos in natura e processados da soja, açúcar e
arroz (com origem na lavoura temporária), além do café e do cacau (com origem
na lavoura permanente), e os provenientes da pecuária e da criação de pequenos
animais (carnes, leite e derivados do mel) e do extrativismo (principalmente
palmito).
No mercado nacional, o estudo mostra que a agricultura orgânica está presente
de forma mais intensa no ramo da horticultura/floricultura (4,5%), que inclui a
produção de frutas, verduras e legumes. Esses itens, conforme destaca o
documento, têm peso significativo no mercado interno e são comercializados em
diferentes pontos de venda nas grandes metrópoles, como redes de economia
solidária entre produtores e consumidores e feiras livres locais.
O levantamento traz ainda informações sobre o perfil do agricultor que se
dedica a essa prática. Na maior parte dos casos, trata-se do proprietário das
terras exploradas (77,3%) – quatro em cada dez têm o ensino fundamental
incompleto (41,6%) e dois em cada dez não sabem ler nem escrever. Além disso,
mais da metade deles não participa de qualquer organização social (54,0%), mas
entre os que têm vínculo organizacional, 36,6% são ligados a associações,
sindicatos e outras entidades".
Por outro lado, enquanto isso:
"O uso de agrotóxicos nas propriedades rurais brasileiras é mais comum em
unidades dirigidas pelos proprietários, sendo que esse número chega a 78,4%, e
o equipamento mais usado é o pulverizador costal (69,1%), que tem maior
potencial de exposição. Além disso, em mais da metade das unidades onde a
prática foi verificada, os responsáveis não receberam orientação técnica
(56,3%) do governo, cooperativas ou da iniciativa privada.
O levantamento do IBGE traça um perfil da atividade no país, desenvolvida em
5,2 milhões de unidades rurais, incluindo entre outros dados aqueles sobre
produtores, estrutura fundiária, técnicas usadas e pessoal ocupado. (...)
De acordo com o pesquisador da Coordenação de Recursos Naturais do IBGE Eupídio
Fontes, receber orientação técnica é fundamental “não apenas para reduzir o uso
desses produtos, mas principalmente para diminuir os impactos na saúde e no
meio ambiente”.
Segundo ele, esse tipo de orientação pode incentivar os produtores a adotarem
técnicas como as da agricultura orgânica. "Ele pode aos poucos adotar
algumas condutas, que também tem um retorno econômico crescente, como a rotação
de culturas e o controle biológico, que são capazes de reduzir o nível de
ataques de insetos e pragas, sendo menos ofensivos à saúde do produtor e do
consumidor.”
Fontes lembrou que dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de
uso de agrotóxicos. “É um mercado que movimenta cerca de US$ 7 bilhões por
ano com a comercialização do produto.”
O pesquisador destacou ainda que, na maioria das propriedades onde houve
aplicação de agrotóxicos, o responsável pela direção dos trabalhos declarou ter
ensino fundamental incompleto ou nível de instrução menor (77,6%), o que de
acordo com o pesquisador do IBGE potencializa os riscos de intoxicação".
Reportagens publicadas pela Agência Brasil (íntegra da reportagem sobre
orgânicos aqui; íntegra da reportagem sobre agrotóxicos aqui)
A agricultura orgânica é um
sistema de produção comprometida com a saúde, a ética e o meio -
ambiente. Tem como princípio desenvolver uma atividade que seja
economicamente viável, ecologicamente correta e socialmente justa. Para
que ela seja possível, os recursos naturais são explorados de forma
racional e de maneira sustentável, empregando métodos tradicionais e as
mais recentes tecnologias ecológicas na exploração da terra.
O cultivo orgânico DEVE ser incentivado em nosso país! Os fatores de saúde que nos beneficiam e pela ausência de agrotóxicos estão sendo buscados em todo o mundo.
"A
agricultura orgânica, no planeta, cresce a taxas que variam de 10% a
50% ao ano a depender da atividade agrícola. A mudança no padrão de
consumo de alimentos em várias sociedades em conseqüência de
preocupações acerca do meio ambiente e da saúde humana, amplia o
mercado para produtos isentos de agrotóxicos e fertilizantes
sintéticos" - Nivaldo Duarte, pesquisador da EMBRAPA(BA).
O
Brasil precisa de um incentivo para crscer no ramo orgânico e melhorar
a qualidade dos nossos alimentos, afinal, alimentação live de produtos
químicos e nocivos não é só natural, é saudável e benéfica!
O Brasil precisa de uma melhor qualidade de vida e um dos caminhos é a
Agricultura Orgânia pois pelo fato de não utilizar agrotóxicos, adubos
químicos artificiais e conservantes ela nos traz maior valor
nutricional, equilibrio no solo, sabor e aroma para os alimentos,
animais são criados livres sem consumo de drogas sintéticas dentre
outras coisas, enquanto a agricultura tradicional utiliza agrotóxicos e
hormônios, causa a destruição da matéria orgânica, desequilibrio
ecologico, maior quantidade de água e menos nutrientes, sabor e aroma
menos destacados além de animais confinados com consumo de hormônios de
crescimento, anabolizantes e outras drogas.
A construção de uma agricultura mais humana e respeitadora do meio ambiente e de um mercado justo implica que se opte por:
* uma concepção de produção e comercialização agrícolas na qual
agricultores devem deixar de ser considerados apenas receptores de
tecnologia, conselhos e informações e os consumidores devem passar a
ter um papel ativo, fazer parte de ambos os processos, influindo
diretamente sobre os mesmos * uma ciência agrícola, que não deve se
reproduzir ou espelhar-se no atual modelo, apenas substituindo-se os
insumos e recomendações utilizadas. A nova agricultura deve incorporar
a capacidade de produção de conhecimentos dos agricultores que já foi
historicamente demonstrada e o interesse e participação dos consumidores
* tentar descobrir formas de trazer os agricultores e seu conhecimento
local de volta para a produção de conhecimentos formais para a
agricultura * reforçar um fator favorável ao desenvolvimento de uma
agricultura com cultura, que é o fato de os agricultores tenderem a
estar fortemente ligados aos seus pedaços particulares de terra (quando
as têm) e constituir meta de quase todos transmitirem-na aos seus
filhos e netos e de quererem também transmitir seus conhecimentos
práticos da lavoura.
O conhecimento dos agricultores é
necessariamente local, uma vez que deriva da experiência direta dos
processos de trabalhos, os quais são formados e delimitados pelas
diferentes características de um lugar particular com um ambiente
físico e social específico e único.
Todas as correntes de
agricultura (compreendendo orgânicos, naturais, biodinâmicos e outras)
não agroquímica, de um modo geral, poderiam ser englobadas em uma
categoria de agricultura com cultura, que terá de caminhar no sentido
de obter uma produção física abundante, suficiente e econômica, porém
respeitando os limites e funções adicionais de produzir simultaneamente
conhecimentos sobre a própria produção, gerar empregos, contribuir para
regenerar o meio ambiente local e regional e, em última instância,
contribuir para a regeneração do planeta.
A Embrapa Agrobiologia vem há mais de 10 anos gerando conhecimentos e
tecnologias para a agricultura orgânica. Em 1993, foi implantado o Sistema Integrado de Produção Agroecologica (SIPA)
em parceria com a Embrapa Solos, UFRRJ e PESAGRO-RIO. O local tem
servido de base para a maioria das pesquisas em agricultura orgânica do
Centro. Os maiores avanços têm sido na identificação de cultivares
adaptadas a sistemas orgânicos de produção, no desenvolvimento de
substratos apropriados para a produção de mudas, na adequação do uso de
leguminosas para adubação verde, de modo a maximizar o aproveitamento
do nitrogênio fixado biologicamente, e no ajuste da técnica de plantio
direto em sistemas orgânicos de produção de hortaliças, frutas e
integração com produção de leite.
Segundo informações disponíveis nos portais do IBD (Instituto
Biodinâmico, 2003), PLANETA ORGÂNICO (2003) e YAHOO! (2003), o mercado
de produtos alimentícios orgânicos cresce em ritmo acelerado no planeta
todo e estimativas indicam que o comércio mundial desse tipo de
alimentos movimentou US$ 11 bilhões, em 1997 e cerca de US$ 25 bilhões,
em 2001. As vendas em 2003 devem alcançar US$ 11 bilhões, US$ 13
bilhões e US$ 350 milhões na Europa, Estados Unidos e Japão,
respectivamente. Esses números apesar de serem expressivos representam
uma pequena parcela do total de alimentos negociados, não mais que 4%,
sendo um nicho de mercado.
Portanto, há espaço para o crescimento da comercialização de alimentos
orgânicos nestes países. O Brasil pode ocupar uma parcela desse
mercado, pois a concorrência ainda não é tão intensa como em outros
segmentos agrícolas. No entanto, para que isso ocorra é fundamental que
as instituições certificadoras no país possuam diretrizes objetivas e
os processos de certificação sejam transparentes e permitam a total
rastreabilidade dos produtos obtidos. Dessa forma, terão a sua
credibilidade reconhecida internacionalmente.
Os produtores brasileiros
devem atuar em setores onde haja menor concorrência como, por exemplo,
café, frutas tropicais, cana-de-açúcar, palmito e hortaliças.
Os dados sobre o tamanho do mercado de produtos orgânicos no Brasil são
escassos, mas segundo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social) o país ocupa o 15º lugar na classificação mundial e
o mercado nacional movimenta anualmente US$ 200 milhões. Segundo
estimativas do IBD, maior certificadora de produtos orgânicos no país,
que só no ano passado certificou 705 projetos e recebeu cerca de 100
pedidos de pequenos produtores rurais para análise, o mercado
consumidor é sustentado por mais de 7 mil produtores em 270 mil
hectares de agricultura e pecuária orgânicas. Este ano o aumento das
áreas ocupadas com produtos orgânicos deve ser de 40%, ou seja, atingir
378 mil hectares. Em 2000, esse mercado era de US$ 50 milhões. Porém
ainda não existem estatísticas oficiais sobre o setor de alimentos
orgânicos, o que dificulta a determinação precisa do tamanho dos
mercados (YAHOO!, 2003).
Segundo dados da IFOAM (Federação Internacional dos Movimentos de
Agricultura Orgânica), o sistema orgânico já é praticado em mais de
centenas de países, sobretudo na Europa, EUA, Japão, Austrália e
América do Sul. Esta expansão está associada, em grande parte, ao
aumento de custos da agricultura convencional, à degradação do meio
ambiente e à crescente exigência dos consumidores por produtos
"limpos", livres de substâncias químicas e/ou geneticamente modificadas
(PLANETA ORGÂNICO, 2003).
É crescente o número de pessoas que consideram que deveriam ser
adicionados aos custos do sistema de produção convencional, os valores
que não são contabilizados atualmente, mas que são cobrados da
sociedade de uma maneira indireta, através da contaminação ambiental e
alimentar, perda de produtividade do solo, uso inadequado da água,
assoreamento de rios, perda da biodiversidade, desigualdade social,
êxodo rural, entre outros desequilíbrios que o sistema orgânico de
produção pretende evitar ou reduzir sensivelmente. Também é necessário
que o produtor orgânico cumpra rigorosamente as diversas legislações
vigentes (trabalhista, ambiental, etc.). Além disso, há diretrizes
específicas de cada certificadora que são, normalmente, mais onerosas
para serem atendidas que no sistema convencional. O somatório dessas
exigências resulta em acréscimos no custo final dos produtos orgânicos
(REIS, 2003).
No Brasil, a Instrução Normativa nº. 007, de 17/05/1999, do Ministério
da Agricultura, Pecuária e abastecimento regulamentam o setor dos
produtos orgânicos, destacando-se os seguintes pontos: exclusão do
emprego de organismos geneticamente modificados (OGM's) da produção
orgânica; detalhamento das etapas de conversão e transição dos produtos
convencionais para orgânicos; criação de um órgão colegiado nacional e
dos respectivos órgãos estaduais responsáveis pela implementação da
Instrução Normativa e fiscalização das entidades certificadoras, e
exigência de que a certificação seja feita por entidades nacionais e
sem fins lucrativos.
A certificação da produção, serviços, entre outros, como orgânica, para
qualquer tipo de alimento, fornecem ao consumidor a certeza de estar
adquirindo um produto isento de qualquer tipo de contaminação química.
Também assegura que o mesmo é o resultado de um sistema de produção que
causa os menores impactos negativos possíveis ao meio ambiente,
mantendo as características nutricionais e biológicas dos alimentos
obtidos. Dessa forma, segura condições de vida mais satisfatórias para
quem reside nas áreas rurais e nas cidades. Portanto, o processo de
certificação orgânica ultrapassa a área comercial, pois considera não
apenas os sistemas de obtenção de produtos isolados e sim processos
mais sustentáveis ecologicamente e socialmente responsáveis de se
produzir alimentos, fibras naturais, entre outros (PLANETA ORGÂNICO,
2003).
Por esses motivos, verifica-se a importância estratégica da
certificação para o mercado orgânico, pois além de permitir ao
agricultor diferenciar seus produtos e, possivelmente, a obtenção de
melhor remuneração para a sua produção, serve como atestado de
qualidade junto aos possíveis consumidores, diminuindo o risco de
ocorrerem fraudes. Existem outras vantagens diretas para o produtor,
por exemplo, o fato de a certificação tornar a produção orgânica
tecnicamente mais eficiente, devido a exigência de planejamento e
documentação criteriosos por parte da certificadora. Outra vantagem
indireta é através da promoção e divulgação dos princípios da
agricultura orgânica junto a toda a sociedade favorecendo, dessa
maneira, o aumento do interesse pelo consumo de alimentos orgânicos
(YAHOO!, 2003).
O uso de
agrotóxicos nas propriedades rurais brasileiras é mais comum em
unidades dirigidas pelos proprietários. De acordo com dados do Censo
Agropecuário 2006 - divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) -, esse número chega a 78,4%, e o
equipamento mais usado é o pulverizador costal (69,1%), que tem maior
potencial de exposição. Além disso, em mais da metade das unidades onde
a prática foi verificada, os responsáveis não receberam orientação
técnica (56,3%) do governo, cooperativas ou da iniciativa privada.
O
levantamento do IBGE traça um perfil da atividade no país, desenvolvida
em 5,2 milhões de unidades rurais, incluindo entre outros dados aqueles
sobre produtores, estrutura fundiária, técnicas usadas e pessoal
ocupado. De acordo com o pesquisador da Coordenação de Recursos
Naturais do IBGE Eupídio Fontes, receber orientação técnica é
fundamental “não apenas para reduzir o uso desses produtos, mas
principalmente para diminuir os impactos na saúde e no meio ambiente”.
Segundo ele, esse tipo de orientação pode incentivar os produtores a
adotarem técnicas como as da agricultura orgânica. - Ele pode aos
poucos adotar algumas condutas, que também tem um retorno econômico
crescente, como a rotação de culturas e o controle biológico, que são
capazes de reduzir o nível de ataques de insetos e pragas, sendo menos
ofensivos à saúde do produtor e do consumidor. Fonte lembrou que dados
divulgados recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de uso de
agrotóxicos. - É um mercado que movimenta cerca de US$ 7 bilhões por
ano com a comercialização do produto. O pesquisador destacou ainda que,
na maioria das propriedades onde houve aplicação de agrotóxicos, o
responsável pela direção dos trabalhos declarou ter ensino fundamental
incompleto ou nível de instrução menor (77,6%), o que de acordo com o
pesquisador do IBGE potencializa os riscos de intoxicação. - Para
usar os agrotóxicos o produtor tem que ler a bula com as orientações de
uso. Se ele tem baixo nível de escolaridade, às vezes nenhuma
escolaridade, isso vai dificultar bastante a utilização conforme o
fabricante determina, o que aumenta muito o potencial de intoxicação -
disse Fontes.
Os
defensores dos transgênicos costumam alegar que só a tecnologia de
ponta, aplicada à agricultura, poderá alimentar um planeta de população
crescente. É também com esse argumento que muitos leigos desdenham os
cultivos orgânicos.
A propalada idéia da maior produtividade dos
cultivos que usam adubos químicos e agrotóxicos e dos que se baseiam em
organismos geneticamente modificados perdeu mais um round recentemente,
quando a Embrapa Semi-Árido divulgou uma pesquisa, em parceria com a
Universidade do Estado da Bahia – Uneb -, revelando exatamente o
contrário: que a produtividade no plantio orgânico pode superar a do
sistema convencional.
A agricultura orgânica
aplica os conhecimentos da ecologia no manejo da unidade de produção, baseada
numa visão holística da unidade de produção. Isto significa que o todo é mais
do que os diferentes elementos que o compõem. Na agricultura orgânica, a
unidade de produção é tratada como um organismo integrado com a flora e a
fauna.
Portanto, é muito mais do
que uma troca de insumos químicos por insumos orgânicos/biológicos/ecológicos.
Assim o manejo orgânico privilegia o uso eficiente dos recursos naturais não
renováveis, aliado ao melhor aproveitamento dos recursos naturais renováveis e
dos processos biológicos, à manutenção da biodiversidade, à preservação
ambiental, ao desenvolvimento econômico, bem como, à qualidade de vida humana.
A agricultura orgânica
fundamenta-se em princípios agro ecológicos e de conservação de recursos
naturais. O primeiro e principal deles, é o do RESPEITO À NATUREZA. O
agricultor deve ter em mente que a dependência de recursos não renováveis e as
próprias limitações da natureza devem ser reconhecidas, sendo a ciclagem de
resíduos orgânicos de grande importância no processo. O segundo princípio é o
da DIVERSIFICAÇÃO DE CULTURAS que propicia uma maior abundância e diversidade
de inimigos naturais. Estes tendem a ser polífagos
e se beneficiam da existência de maior número de hospedeiros e presas
alternativas em ambientes heterogêneos. A diversificação espacial, por sua vez,
permite estabelecer barreiras físicas que dificultam a migração de insetos e
alteram seus mecanismos de orientação, como no caso de espécies vegetais
aromáticas e de porte elevado A biodiversidade é, por conseguinte, um
elemento-chave da tão desejada sustentabilidade.
Outro princípio básico muito importante da agricultura orgânica é o de que o
SOLO É UM ORGANISMO VIVO. Desse modo o manejo do solo privilegia práticas que
garantam um fornecimento constante de matéria orgânica, através do uso de
adubos verdes, cobertura morta e aplicação de composto orgânico que são
práticas indispensáveis para estimular os componentes vivos e favorecer os
processos biológicos fundamentais para a construção da fertilidade do solo no
sentido mais amplo. O quarto e último princípio é o da INDEPENDÊNCIA DOS
SISTEMAS DE PRODUÇÃO em relação a insumos agroindustriais adquiridos altamente
dependentes de energia fóssil que oneram os custos e comprometem a sustentabilidade.
Na agricultura orgânica os
processos biológicos substituem os insumos tecnológicos. Por exemplo, as
práticas monoculturais
apoiadas no uso intensivo de fertilizantes sintéticos e de agrotóxicos da
agricultura convencional são substituídas na agricultura orgânica pela rotação de
culturas, diversificação, uso de bordaduras,
consórcios, entre outras práticas. A baixa diversidade dos sistemas agrícolas
convencionais os torna biologicamente instáveis, sendo o que fundamenta
ecologicamente o surgimento de pragas e agentes de doenças, em nível de danos
econômicos. O controle de pragas e agentes de doenças e mesmo das plantas
invasoras (na agricultura orgânica essas espécies são consideradas plantas
espontâneas) é fundamentalmente preventivo.
1. Proporcionar aos pequenos agricultores e proprietários de terra, conhecimentos e métodos de agricultura orgânica através de experiências práticas. - Prestar assessoria técnica na produção e comercialização, realizando reuniões e visitas periódicas aos agricultores interessados, orientando-os e discutindo os aspectos relacionados à produção, organização e planejamento da propriedade;
- Ampliar experiências de agricultura orgânica, diversificando as culturas, introduzindo diferentes tipos de adubos verdes e espécies para uso agroflorestal.
2. Promover o conhecimento e incentivar o debate entre os agricultores e proprietários de terra, sobre os problemas e conseqüências da utilização da agricultura químico-industrial, estimulando o trabalho em grupo e o associativismo, na busca do planejamento, organização e administração das propriedades rurais, com base nos princípios e práticas da agricultura orgânica e agrossilvicultura, enfatizando os princípios de conservação e valorização dos recursos naturais renováveis.
O que é um Produto Orgânico e um Solo Saudável?
O produto orgânico é cultivado sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos. É um produto limpo, saudável, que provém de um sistema de cultivo que observa as leis da natureza e todo o manejo agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos recursos naturais.
Prática da Agricultura Orgânica
Critérios básicos para a prática da agricultura orgânica:
Proteção da fertilidade dos solos a longo prazo, estimulando sua atividade biológica.
Intervenção mecanizada cautelosa.
Fornecimento de nutrientes ao solo em forma natural, não obtidos por processos químicos.
Auto-suficiência em nitrogênio pelo uso de leguminosas e inoculações com bactérias fixadoras de nitrogênio, e com reciclagem de materiais orgânicos provenientes de resíduos vegetais e estercos animais.
Por Beatriz Sanches
O nome agricultura orgânica não é unanimidade, nem parece ter um significado etimologicamente correto, mas tornou-se reconhecido como sinônimo de "agricultura mais perto da natureza". Não se refere, porém, a um único método de agricultura. Há quem diga que se trata mais de uma ideologia do que de um conjunto de técnicas agrícolas.
Entre as correntes que se contrapõem à monocultura convencional, e são por isto chamadas alternativas, estão:
• Agricultura orgânica e biológica, baseadas nas observações que Sir Albert Howard fez, no começo do século XX, dos métodos de agricultores indianos. O princípio de sua teoria é que a sanidade vegetal depende do húmus do solo, que se produz na presença dos microrganismos.
• Agricultura biodinâmica, nascida das palestras proferidas por Rudolf Steiner em 1920. Toda a sua teoria baseia-se no princípio de que a sanidade vegetal depende de sua inserção na "matriz energética universal".
• Agricultura natural, proposta por Mokiti Okada em 1935. Vê na reciclagem, que imita os processos da natureza, a base da sanidade vegetal e animal que, de acordo com ele, é a base da sanidade humana.
• Permacultura, desenvolvida em 1975 na Austrália por Bill Mollison. Reúne técnicas tradicionais de vários povos indígenas já extintos, e une-as à integração com a ecologia local, e a ecologia humana
Por Tauan Barros
Na agricultura orgânica tem que estar dentro dos princípios básicos ambientais e sociais que lhe deram origem:
O novo sistema de produção deve, além de considerar e respeitar os limites estabelecidos pela natureza, valorizar o conhecimento prático dos agricultores, suas habilidades e se preocupar com a participação dos consumidores.
Haja uma relação adequada entre pessoas e a terra, (que não seja) um monólogo mas uma conversação. Se a terra tem algo a responder, o bom agricultor a ouve. Acrescente-se a essa opinião de Berry que o consumidor deve também estar participando dessa conversa.
Se considere que o novo sistema de produção deve ter espaço para as respostas inovadoras dos agricultores às circunstâncias e às suas necessidades e às de sua terra, uma habilidade que normalmente é adquirida depois de muitos anos e começando na infância.
A questão central da nova agricultura é, como influenciar a cultura representada pelo sistema de produção agrícola desenvolvido pelos agricultores, sem arruiná-la, ou seja, como criar um sistema pelo qual agricultores e especialistas agrícolas possam interagir de uma forma que não seja condescendente com os agricultores ou negue a individualidade de seus problemas, e que ao mesmo tempo mantenha a integridade e a unidade das recomendações que os especialistas tenham a oferecer.
Qualquer agricultura que se deseje, seja sustentável, tem que ser constituída por algo maior do que um conjunto de recomendações técnicas que levem em consideração os limites ecológicos da produção agrícola. A tecnologia a ser desenvolvida e utilizada deverá ser apoiadora da cultura que a pratica, e também participar dessa cultura. Não deverá de modo algum ir no sentido contrário dela.
PS: ajudando meu colega Eron, o Ministerio da Agricultura, blá blá e Abastecimento, o nome em que se refere ao blá blá é Pecuaria ! O certo é Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento, no qual o site nos informa muito bem sobre o assunto tratado nesse Blog.
“Seja nosso cuidado conhecer previamente os ventos e o clima de um lugar; as culturas usadas na região e a natureza dos terrenos; que frutos cada região produz e quais cada uma recusa. E não contentes com a autoridade dos agricultores, anteriores ou atuais, desenvolveremos nossos próprios métodos e tentaremos novas experiências”
Dos trabalhos do Campo de Lucio Júlio Moderato Columela, Séc. I
A transição da técnica da catação itinerante de alimentos para suprimir as necessidades alimentares, para a técnica do cultivo provocou alterações profundas no modo de vida dos povos, pois levou ao sedentarismo, à estruturação social em crescente de complexidade, às trocas e ao comércio, e a novas ocupações fora da agricultura ou da obtenção de alimentos. A agricultura atua sobre o meio alterando as relações entre os seres vivos e permitindo a obtenção de recursos de natureza diversa, principalmente alimentares. Esta alteração, levada a efeito pelo Homem em proveito próprio, pode ser feita de forma mais ou menos intensiva, com maior ou menor respeito pelo equilíbrio natural, com maior ou menor grau de proteção e melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida.
Durante muito tempo as técnicas utilizadas respeitaram o solo, a fertilidade, a diversidade e a qualidade das produções, selecionando e/ou domesticando variedades e raças. Face a novas tecnologias, desde o início do século, mas sobretudo nas últimas décadas, conseguiram-se obter produções muito elevadas com elevadas utilizações de recursos disponíveis, sem limitações nos impactos negativos deste tipo de atuação, algumas vezes irreversíveis ou de difícil recuperação, isto é, atuou-se de forma não sustentável.
Com o objetivo de contrariar esta forma produtivista, surgiu uma forma de agricultura alternativa que tende a aproximar a agronomia da ecologia, recuperando técnicas e práticas tradicionais, mas tendo presente algumas das novas tecnologias. A agricultura orgânica é um sistema de produção que visa a manutenção da produtividade do solo e da cultura, para proporcionar nutrientes às plantas e controlar parasitas e doenças, com utilização preferencial de rotações de culturas, adição de sub-produtos agrícolas, estrumes, leguminosas, detritos orgânicos, rochas ou minerais triturados e controle biológico de pragas, evitando-se assim o uso de fertilizantes e pesticidas de síntese química, reguladores de crescimento e aditivos nas rações.
Num solo sem cultivo a evolução ao longo do tempo faz parte do processo de sucessão ecológica, isto é, do aumento progressivo de organização que se dá nos ecossistemas naturais. Uma vez alcançadas as condições de equilíbrio o solo funciona como reserva nutritiva. O equilíbrio entre os diferentes organismos do solo e a sua interação com a matéria orgânica e com as partículas minerais, implica a formação de estruturas organo-minerais que estabilizam a humidade e regulam a libertação de nutrientes para as plantas.
Quando um solo é utilizado em agricultura de forma mais intensiva, os equilíbrios modificam-se e as estruturas degradam-se, empobrecendo-o. As técnicas utilizadas na agricultura biológica ou orgânica implicam uma boa percepção do meio ambiente à exploração que se efetua, notadamente:
- Construção e manutenção da fertilidade do solo: funcionando o solo como um organismo vivo, pelo que deve ser nutrido de forma a que as plantas que nele se desenvolvem encontrem boas condições e para que não diminua a atividade dos organismos benéficos essenciais à decomposição e mineralização dos detritos orgânicos que originam o húmus. A melhor forma de nutrir o solo é fornecendo-lhe matérias orgânicas que constituem a base da fertilização.
Estas incorporações enriquecem os solos em húmus cuja degradação fornece à planta elementos minerais e substâncias fisiologicamente ativas. Eventualmente, podem ser fornecidos ao solo alguns outros complementos minerais. Este ciclo faz com que se forme um solo estável, com liberação gradual de compostos para as plantas e enriquecimento de outros, sem perdas por lixiviação, tendo importante papel os organismos vivos do solo.
- Preservação da estrutura do solo: com a diminuição da fertilidade há degradação da estrutura e favorece-se a erosão. A matéria orgânica possibilita a formação de agregados de partículas minerais e orgânicas, aumentando a estabilidade e a permeabilidade ao ar e à água, originando uma melhor estrutura.
- Utilização de técnicas de cultivo adequadas: O desequilíbrio provocado pela agricultura pode ser compensado por meio de técnicas importantes, como o fornecimento de estrumes, realização de rotações, manutenção de resíduos, sementeira nos limites das cotas e segundo as curvas de nível, manutenção de um ph correto e fornecimento de corretivos minerais, realização de manjos nas épocas corretas e sem inversão de horizontes, utilização de adubos verdes e incorporação de restolhos, etc.. São igualmente técnicas adequadas o controle biológico de pragas e doenças e a utilização de recursos locais (variedades regionais ou raças autóctones).
Uma exploração agrícola em agricultura biológica deve tentar conciliar a existência de agricultura e pecuária. Os animais têm um importante papel na produção de estrumes e consomem resíduos que de outra forma se perderiam, permitindo ainda a utilização de zonas que não teriam aproveitamento.
Seria melhor (se estamos realmente interessados nesta temática) saber quais são as medidas e os progamas realizados pelo Ministério Da Agricultura blah blah e Abastecimento.
A prática da agricultura orgânica, ou seja, o cultivo de produtos agropecuários sem a utilização de insumos e substâncias sintéticas ou tóxicas, é a espinha dorsal do conceito de sustentabilidade, no que diz respeito à preservação do meio ambiente e da saúde do homem. Na verdade, todo o conceito da Ecologia se fundamenta nisso, na interação equilibrada entre homem e meio ambiente. Como a agropecuária, em termos práticos, é a principal atividade do homem na Terra e também a que promove maior impacto nela, a agricultura orgânica surgiu como filosofia e prática para amenizar este impacto ou até promover uma sinergia positiva entre homem e meio ambiente.
Vocês aí sabiam que a idéia de Agricultura Orgânica é fresca ainda? Foi elaborada a idéia de manter a sanidade e a fertilidade dos solos sem utilização a mais ou menos uns 80 anos átras,pelos trabalhos do pesquisador Sir Albert Howard,na Índia(origem).Aqui no Brasil só foi digerida esta idéia há 3 decádas atrás.A Embrapa(instituto que devemos conhecer melhor,pois é o autor de grandes feitos em prol da Agricultura Orgânica)começou a abranger conhecimentos tecnológicos há apenas 10 anos.Em 1993 foi implantado o Sistema Integrado de Produção Agroecologica (SIPA) em parceria com a Embrapa Solos, UFRRJ e PESAGRO-RIO. O local tem servido de base para a maioria das pesquisas em agricultura orgânica do Centro. Os maiores avanços têm sido na identificação de cultivares adaptadas a sistemas orgânicos de produção, no desenvolvimento de substratos apropriados para a produção de mudas, na adequação do uso de leguminosas para adubação verde, de modo a maximizar o aproveitamento do nitrogênio fixado biologicamente, e no ajuste da técnica de plantio direto em sistemas orgânicos de produção de hortaliças, frutas e integração com produção de leite.
Consultores e gestores do Sistema Sebrae de 24 Estados da Federação participaram do Curso de Formação em Agricultura Orgânica, oferecido em Toledo, na região oeste do Paraná. O curso, encerrado na última quarta, dia 30, e ministrado pelo Instituto Maytenus, abordou questões teóricas relacionadas à fundamentação da agricultura orgânica, estatísticas de produção e consumo, vendas, entre outros. Os participantes ainda fizeram visitas técnicas nos municípios de Iracema do Oeste, Quatro Pontes, Pato Bragado, Jesuítas e Marechal Cândido Rondon, para conhecer as práticas adotadas por produtores orgânicos.A experiência positiva em agricultura orgânica do Projeto Distrito Agroalimentar do Oeste do Paraná, desenvolvido pelo Sebrae/PR em seis municípios do médio-oeste chamou a atenção do Sistema Sebrae.
— A agricultura orgânica como atividade sustentável e rentável, mesmo em pequenas propriedades, fez com que realizássemos esse evento aqui — afirmou a coordenadora nacional da Carteira de Orgânicos do Sebrae Nacional, Newman Costa.
Ela disse ainda que a proposta do curso é levar conhecimento para todos os estados, para que os consultores e gestores possam articular projetos que gerem, de fato, emprego e renda.
— Que se transformem em negócios sustentáveis, seguindo o exemplo do Paraná — destacou.
O gestor do Projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) do Sebrae em Rondônia, Ronaldo Nina, destacou que o Paraná está muito desenvolvido na área de orgânicos.
— Essa troca de experiências é fundamental para buscarmos soluções, pois vemos que os problemas são semelhantes nos outros estados e conseguimos crescer juntos — concluiu o gestor.
A agricultura orgânica reduz a fadiga do terreno e o consumo de água, ao eliminar o uso de produtos químicos, afirmou o presidente da Unión de Campesinos de Castilla y León (UCCL), José Manuel de las Heras, na abertura da VII Feira da Biodiversidade, realizada semana passada em Burgos, na Espanha. De las Heras explicou que a feira, organizada pela UCCL a cada sete anos pretende dar a conhecer práticas de produção agrícola que são "mais saudáveis e sustentáveis", ao mesmo tempo que põe em contato diretamente os produtores com os consumidores, que tem a oportunidade de conhecer"como são realmente os produtos de qualidade de nossos campos e qual é o preço justo, sem intermediários".
O presidente da UCCL reconheceu que a agricultura orgânica não está todavía muito desenvolvida em Castilla y León. Por isso o exemplo da provincia de Burgos, onde estes procedimentos são utilizados em apenas 1% da superficie cultivada na provincia.Na última campanha foram registrados como superficie dedicadas a agricultura orgânica uns 3.500 hectáres de cerca de 500.000 que se cultivam em Burgos. Sem dúvida, tratam-se de práticas que vão avançando de maneira muito notável e a superficie de cultivos ecológicos em Burgos tem-se triplicado desde a primera edição da Feira da Biodiversidade fazem sete anos.Tão pouco o número de agricultores que optam por estas práticas é demasiado elevado, ja que são pouco mais de meia centena.
Não obstante, De las Heras defende a agricultura orgânica como "uma saída profissional com futuro, graças as vantagens econômicas que se põe". Na sua opinião, não se trata tanto de obter uma maior produção sem reduzir custos, algo que é "especialmente importante para os agricultores, aroxados pelo aumento do preços de elementos como combustive e os adubos minerais".Neste sentido, explica que, além de reduzir o custo que se coloca na terra como os adubos minerais, isto provoca uma maior resistência aos cultivos de seco, o que reduz consumo de água, "com a redução dos custos que também implica".
O presidente da UCCL considerou que estas práticas ecológicas de cultivo são especialmente adequadas para cereais, oleaginosas e leguminosas, que são tipos de cultivos muito extensos em Castilla e León. A consequência deste tipo de prática na agricultura não se traduz em uma maior rendimento por hectare, mas permite aos agricultores reduzir custos e poder colocar produtos no mercado com selo de respeito ecológico, ademais poder fixar preços mais reduzidos com produtos de primeira qualidade.
O princípio da produção orgânica é o estabelecimento do equilíbrio da natureza utilizando métodos naturais de adubação e de controle de pragas.
O conceito de alimentos orgânicos não se limita à produção agrícola, estendendo-se também à pecuária (em que o gado deve ser criado sem remédios ou hormônios), bem como ao processamento de todos os seus produtos: alimentos orgânicos industrializados também devem ser produzidos sem produtos químicos artificiais, como os corantes e aromatizantes artificiais. Pode-se resumir a sua essência filosófica em desprezo absoluto por tudo que tenha origem na indústria química. Todas as demais indústrias: mecânica, energética, logística, são admissíveis desde não muito salientes.
A cultura de produtos orgânicos não se limita a alimentos. Há uma tendência de crescimento no mercado de produtos orgânicos não-alimentares, como fibras orgânicas de algodão (para serem usadas na produção de vestimentas). Os proponentes das fibras orgânicas dizem que a utilização de pesticidas em níveis excepcionalmente altos, além de outras substâncias químicas, na produção convencional de fibras, representa abuso ambiental por parte da agricultura convencional.
A pedologia limitou-se durante décadas ao estudo da estrutura físico-química do solo. Hoje a agronomia se ressente de seu desconhecimento da microfauna e microflora do solo e sua ecologia. Estima-se que 95% dos microrganismos que vivem no solo sejam desconhecidos pela ciência.
Muitos estados nos Estados Unidos agora oferecem certificação orgânica para seus fazendeiros. Para um sistema de produção ser certificado como orgânico, a terra deve ter sido usada somente com métodos de produção orgânica durante um certo período de anos antes da certificação. Além disso, somente certas substâncias químicas derivadas de produtos naturais (como inseticidas derivados de tabaco podem ser usadas na produção vegetal e/ou animal.
No Reino Unido, a certificação orgânica é realizada por algumas organizações, das quais as maiores são a Soil Association e a Organic Farmers & Growers. Todos os organismos certificadores estão sujeitos aos regulamentos da Penitente King dom Registes of Organic Food Standards, ligado à legislação da União Européia. Na Suécia, a certificação orgânica é realizada pela Krav. - Na Suíça, o controle é feito pelo Instituto Biodinâmico.
-Proteger as futuras gerações;
-Prevenir a erosão do solo;
-Proteger a qualidade da água;
-Rejeitar alimentos com agrotóxicos;
-Melhorar a saúde dos agricultores;
-Aumentar a renda dos agricultores;
-Apoiar os pequenos agricultores;
-Prevenir gastos futuros;
-Promover a biodiversidade;
-Descobrir sabores naturais.
Agricultura orgânica ou agricultura biológica é o termo frequentemente usado para a produção de alimentos e produtos vegetais que não faz uso de produtos químicos sintéticos ou alimentos geneticamente modificados, e geralmente adere aos princípios de agricultura sustentável. A sua base é holística e põe ênfase no solo. Os seus proponentes acreditam que num solo saudável, mantido sem o uso de fertilizantes e pesticidas feitos pelo homem, os alimentos tenham qualidade superior a de alimentos convencionais. Em diversos países, incluindo os Estados Unidos, o Japão, a Suíça a União Européia, a Austrália, o Brasil, a agricultura orgânica é definida por lei e regulamentada pelo governo. Sistema de produção que exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos e produtos reguladores de crescimento, tem como base o uso de estercos animais, rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças. Esse sistema pressupõe a manutenção da estrutura e da profundidade do solo, sem alterar suas propriedades por meio do uso de produtos químicos e sintéticos. A agricultura orgânica está diretamente relacionada ao desenvolvimento sustentável.
Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura_orgânica
Por Visakha G.Seus
Esse Blog foi criado com o intuito de avaliação do corpo docente do CETA (Colégio Estadual Thales de Azevedo). Qualquer critica, comentário ou conselho pra o bom desenvolvimento desse Blog e de nosso trabalho será bem-vindo. Agradecemos desde já a sua visita. Obs. Qualquer dúvida ou pergunta que nossos visitantes tiverem em relação a Agricultura Orgânica, ficaremos felizes de tentar responder. Atenciosamente Alunos da 1V09.