quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Agricultura orgânica



Apos ler os post's anteriores você já deve saber


A Agricultura orgânica só tem um grande objetivo


Pensar em nosso futuro


Dos animais, dos seres humanos e do meio ambiente.





 Com isso em mente gostaríamos de dizer vamos trilhar essa estrada para o futuro melhor chamada agricultura orgânica.






Vamos juntos praticar e incentivar a  agricultura orgânica, pois ela só que uma coisa para nos um futuro  melhor para todos.






Agricultura Orgânica para uma vida e um mundo melhor.

Qualidade e valor nutricional dos alimentos orgânicos

Há evidências de que, pelo menos para alguns produtos, o cultivo orgânico resulta em melhor sabor do que o equivalente convencional. Porém, isso pode não ser verdadeiro para todos os produtos. Um relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimento) concluiu que maçãs do tipo "Golden Delicious" cultivadas organicamente são mais firmes e receberam melhores notas para sabor de um painel de análise sensorial do que maçãs cultivadas convencionalmente. Esse relatório também destaca outros estudos onde foi possível mostrar que os tomates orgânicos são mais adocicados e que cenouras orgânicas têm melhor sabor. Além disso, demonstra que os produtos orgânicos apresentam maiores níveis de antioxidantes o que, entretanto, pode resultar em um sabor "amargo" mais acentuado, especialmente nos vegetais folhosos. O relatório "Food safety and quality as affected by organic farming" pode ser consultado no site da FAO (http://www.fao.org/docrep/meeting/X4983e.htm#d). Uma revisão dos resultados de pesquisa disponíveis, comparando o valor nutricional de produtos orgânicos e convencionais, envolvendo 41 estudos com 1.240 comparações de 35 vitaminas e minerais, foi feita na Universidade Johns Hopkins, Baltimore, EUA e mostrou que os alimentos orgânicos apresentam mais minerais e vitaminas e menos nitrato (Worthington, 1998). As maiores diferenças entre os vegetais testados foram para os teores de magnésio, de vitamina C e de ferro (29, 27 e 21% mais altos nos produtos orgânicos, respectivamente). Além disso, os produtos orgânicos sempre apresentaram menor nível de nitratos (em média 15 % menor) e menos metais pesados do que os produtos cultivados convencionalmente. Estudos feitos no Sistema Integrado de Produção Agroecológica, conhecido como "Fazendinha Agroecológica Km 47" também mostram menor acumulação de nitratos em alface e couve produzidos organicamente, quando comparados aos produzidos com adubo mineral (Braga, 1997; Zago et al., 1999). A revisão feita por Worthington (1998) também avaliou os resultados dos estudos onde se procurou comparar os efeitos da alimentação orgânica sobre a saúde e verificou que apesar das limitações metodológicas, os alimentos orgânicos tiveram efeito positivo sobre a saúde dos animais usados nos testes. Os efeitos foram mais acentuados nos animais recém-nascidos ou enfraquecidos por doenças. Por Thiago Costa

Mas afinal, o que é um produto orgânico?

A resposta mais comum que se tem é a de que são produtos sem agrotóxicos, hormônios, drogas veterinárias, e outros produtos sintéticos. Esta é uma definição que consideramos incompleta e simplista demais. Na verdade, os sistemas de produção orgânica, tal como definido internacionalmente no Codex Alimentarius (um Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação - FAO e da Organização Mundial da Saúde - OMS criado para proteger a saúde da população, assegurando práticas eqüitativas no comércio regional e internacional de alimentos) e no Brasil, pela Lei no. 10831 de 23/12/2003 tem por objetivos a sustentabilidade, a proteção do meio ambiente, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não renovável, a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis, bem como o respeito à integridade cultural das comunidades rurais. Assim, definimos agricultura orgânica como sistema de manejo sustentável da unidade de produção, com enfoque holístico que privilegia a preservação ambiental, a agrobiodiversidade, os ciclos biológicos e a qualidade de vida do homem, visando a sustentabilidade social, ambiental e econômica no tempo e no espaço. Baseia-se na conservação dos recursos naturais e não utiliza fertilizantes de alta solubilidade, agrotóxicos, antibióticos, aditivos químico-sintéticos, hormônios, organismos transgênicos e radiações ionizantes (Neves et al.,2004). Para alcançar esses objetivos, a produção orgânica emprega, sempre que possível, métodos biológicos ou mecânicos em contraposição ao uso de materiais sintéticos, privilegiando a agrobiodiversidade. Além disso, na agricultura orgânica não são usados organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização. A agricultura orgânica tem a ver com a qualidade dos alimentos, fibras e demais produtos agrícolas num sentido amplo, que compreende a qualidade ambiental da região produtora, a qualidade de vida do trabalhador rural que tem os mesmos direitos de acesso à saúde, educação e bem-estar que os consumidores, respeito aos animais de criação e preocupação com a terra, que apenas tomamos emprestada das gerações vindouras e que precisamos deixar própria para seu uso e sua sobrevivência. Ao proibir o uso de agrotóxicos na produção agrícola e pecuária, a agricultura orgânica contribui para eliminar a exposição de trabalhadores rurais a esses produtos. Os trabalhos de Waldemar Ferreira de Almeida (ver "Perigos e Precauções na Utilização de Agrotóxicos", publicado em 1984 na Revista da Organização Mundial de Saúde) mostram que a situação no Brasil com relação ao uso de agrotóxicos por agricultores desinformados e semi-alfabetizados é, no mínimo, alarmante. Pesquisadores da FIOCRUZ e do Departamento de Medicina Social, Universidade Federal de Pelotas, para citar apenas 2 grupos independentes de pesquisa, têm relatado a alta freqüência de intoxicações dos trabalhadores, algumas vezes levando à morte ou invalidez permanente e alta incidência de transtornos psiquiátricos. Uma das conclusões do trabalho de Faria et al. (2004) e Meneghel et al. (2004) é que "a elevada utilização de agrotóxicos, sem os cuidados necessários, tem contribuído para a degradação ambiental e o aumento das intoxicações ocupacionais, sendo um dos principais problemas de saúde pública no meio rural brasileiro". Os estudos ainda mostram que há um grave subregistro dos casos de intoxicação, o que minimiza o problema em nosso país. As normas do Codex Alimentarius, as regulamentações européias e de diversos outros países têm, seguidamente, diminuído os limites máximos de resíduos permitidos nos alimentos de um modo geral e proibido o uso de diversos produtos, baseados em relatórios do Comitê Conjunto FAO/OMS para Discussão dos Resíduos de Pesticidas em Alimentos, um grupo, criado em 1963, do qual fazem parte especialistas de diversas áreas do conhecimento. O Codex dispõe de uma base de dados sobre limites máximos de resíduos de agrotóxicos e de medicamentos veterinários permitidos em alimentos. No Brasil, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), iniciado em 2001 para "avaliar a qualidade dos alimentos em relação ao uso de agrotóxicos, vindo ao encontro aos anseios dos profissionais voltados à melhoria da qualidade de vida da população, bem como da própria sociedade, fornecendo a estes uma ferramenta apta a garantir a qualidade e segurança alimentar no que tange aos resíduos de agrotóxicos". O relatório completo pode ser obtido em O relatório da ANVISA diz que "o uso de agrotóxicos no processo de produção agrícola e a conseqüente contaminação dos alimentos, têm sido alvo de constante preocupação no âmbito da saúde pública, gerando a necessidade de realização da avaliação toxicológica e do estabelecimento de parâmetros de segurança relativos à sua utilização, bem como de programas e ações de controle, cientificamente embasados e tecnicamente aplicáveis. A exposição de pessoas aos agrotóxicos pode ser atribuída tanto ao consumo de alimentos oriundos da produção agropecuária onde estes são usados, quanto ao contato direto, no caso dos aplicadores rurais e/ou manipuladores, ou ainda ao contato indireto, como no caso das populações que estão sujeitas à aplicação de agrotóxicos para controle de vetores das endemias". Por Thiago Costa

Criação de animais


Quanto à criação de animais, a produção orgânica vai muito além de restringir o uso de medicamentos alopáticos e proibir o uso de antibióticos e hormônios.
A produção orgânica animal tem por requisito o bem-estar, que consiste em permitir, em condições de manejo produtivo, que os animais vivam livres de dor, sofrimento e angústia, em um ambiente em que possam expressar proximidade com o comportamento em seu habitat original, compreendendo movimentação, territorialidade, descanso e ritual reprodutivo.
O manejo visa eliminar todo e qualquer fator estressante, dentre outras alternativas capazes de estimular os mecanismos naturais de defesa próprios do organismo animal. Os frangos são criados com espaço para pastoreio, onde podem ciscar, além de terem acesso a poleiros para dormir. Além disso, as galinhas poedeiras põem seus ovos em ninhos. Os animais devem ter garantido um período mínimo de escuro de 8 horas por dia, sendo proibido o uso de iluminação artificial como medida de estímulo da produção.
Na criação de bovinos de leite, os animais têm amplo acesso a pasto e podem conviver com seus filhotes.
Não são permitidas técnicas usuais nas criações de animais em confinamento, como a debicagem (corte do bico das aves) e a descorna (retirada dos chifres), além da transferência de embriões e fertilização in vitro. Outras técnicas como a marcação, castração, o mochamento, apesar de não estimuladas, são permitidas e devem ser efetuadas na idade apropriada, com uso de anestésico, visando reduzir processos dolorosos e acelerar o tempo de recuperação. 





Por Thiago Costa


Agricultura orgânica se consolida no Brasil e em outros países

Governo federal está trabalhando no cadastramento de produtores e certificação dos produtos 

“A agricultura orgânica brasileira está caminhando para conquistar um mercado expressivo, tanto no País como em outros mercados”, afirmou, na tarde desta quarta-feira (28), o coordenador de Agroecologia do Mapa, Rogério Dias, que participa da 7º Bio Fach América Latina 2009, em São Paulo. Para a consolidação do setor, o governo federal está trabalhando na certificação dos produtos, cadastramento de produtores e em toda a regulamentação necessária para universalização dos orgânicos no Brasil.

Hot site

Na abertura da Bio Fach, o superintendente federal de Agricultura em São Paulo, Francisco Jardim, lançou o hot site www.prefiraorganicos.com.br. No endereço eletrônico, os internautas podem acessar informações sobre o conceito dos produtos orgânicos, legislação, além de dados de produção e de fornecedores.  

Bio Fach

A Bio Fach América Latina 2009 segue até a próxima sexta-feira (30), no Hotel Transamérica Expo Center. Os visitantes da feira podem conhecer novas tecnologias de produção orgânica, envolvendo os setores de alimentos, cosméticos e têxteis.
 
Por Jonatas Tourinho

Sebrae investe R$ 37 milhões em agricultura orgânica e agroecologia

A agricultura orgânica com certeza é um dos setores "portadores de futuro" no mundo, disse no último dia 28 o diretor-técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, durante a abertura da 7ª edição da BioFach América Latina e da 5ª edição da ExpoSustentat.



Segundo Barboza, ao investir na agricultura orgânica e na agroecologia o Sebrae também aposta no desenvolvimento de um Brasil mais sustentável. A Instituição participou dos dois eventos com estandes e no apoio à presença de pequenos produtores de diferentes regiões do País.

Atualmente, o Sebrae atende 32 projetos de Orgânicos situados em 17 estados. São R$ 17 milhões investidos até o momento. "A realização de feiras, como a Biofach e a Expo Sustentável são importantes para reforçar o trabalho que o Sebrae desenvolve com o objetivo de mostrar o potencial do mercado orgânico. O esforço maior tem sido com relação ao comércio justo. Temos trabalhado para mostrar que sozinho o pequeno produtor não chega no mercado", diz a coordenadora nacional da carteira de Orgânicos no Sebrae, Newman Costa.

Em agroecologia, com o projeto Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS), desenvolvido em parceria com o Banco do Brasil (BB), o Sebrae já investiu cerca de R$ 20 milhões em 7 mil unidades de produção.

Nos estandes do Sebrae estiveram presentes pequenos produtores dos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Ceará e Pará com produtos orgânicos com certificação, como cachaça, café, carne bovina, frango, ovos caipira, laranja, mel, feijão, vinho, açúcar, cajuína, geléias das mais diferentes frutas, entre outros.

Na ExpoSustentat, o espaço do Sebrae contou com produtos certificados ou não e que estão ligados a atividades auto-sustentáveis. São artigos que trabalham com o conceito de comércio justo, como o artesanato, algodão e extrativismo sustentável.

Além disso, o Sebrae também apoiou o estande do Banco do Brasil com o projeto PAIS e o estande do projeto Talentos do Brasil. "O que vai pautar o País daqui para a frente, com certeza, será a sustentabilidade. Tudo que pode ser feito na integração de produção, indústria e comércio, gerando negócios que garantam não apenas a subsistência, mas renda digna a essas comunidades, o Sebrae está apoiando", disse o diretor.

Para o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, o mundo vive hoje uma crise ambiental mais grave do que a financeira. "A solução para a preservação ambiental passa necessariamente pela agricultura, com a preservação dos solos, das águas e da vegetação".

A produção de orgânicos está diretamente vinculada à agricultura familiar que, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, aglutina 4,1 milhões de unidades produtivas e responde por 70% dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros, representando 10% do PIB nacional. Trabalham na agricultura familiar cerca de 12 milhões de brasileiros.

Para o secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio, os orgânicos estão deixando de ser um nicho de mercado para se tornarem um ramo agrícola importante. "Hoje está concentrado na agricultura familiar, mas tem condições de expandir para as médias e grandes propriedades, ganhando escala e mercado".

COPA SUSTENTÁVEL

Cerca de 9 mil pessoas foram esperadas nos dois eventos, sendo cerca de 10% de visitantes do exterior e 340 expositores, três vezes mais do que a primeira edição do evento. Na Conferência BioFach América Latina/ExpoSustentável, ocorrida no última dia 30, palestrantes internacionais falaram sobre a importância da agricultura orgânica e da sustentabilidade para a Copa do Mundo de 2014.

ENCONTROS RENTÁVEIS

O Projeto Comprador, parceria entre Orgânicos Brasil e Planeta Orgânico, foi realizado novamente na BioFach América Latina. Entre os compradores internacionais estão confirmados alguns dos principais distribuidores de produtos orgânicos nos Estados Unidos. A Third Coast Produce, distribuidor de frutas, legumes e verduras no Estado do Texas, é a mais nova integrante do grupo. A representante de marcas próprias da Rede de varejo H-E-B também confirmou presença. A rede H-E-B, sediada no Texas, possui mais de 300 lojas nos Estados Unidos e México, com faturamento que ultrapassa US$ 11 bilhões por ano.

Paralelamente ao Projeto Comprador, ocorreu a Rodada Varejo Sustentável. Novamente, numa parceria entre Planeta Orgânico, Orgânicos Brasil e, também, com o Instituto Rastro Verde, 12 compradores participarão dos encontros de negócios. Supermercados do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal confirmaram presença. Alguns expositores que participarão dos estandes do Sebrae também irão às rodadas de negócios.


Por Lais Monteiro

Importância do consumo de orgânicos




Agradeçemos aos autores do video por fornecer esse video pelo youtube. 


Consuma produtos orgânicos. Mesmo com um preço imediato maior, a longo prazo ele será menor, devido a futuras economia com gastos em tratamentos de doenças direta ou indiretamente provocadas por agrotóxicos existentes nos produtos oriundos da agricultura baseada em pesticidas.
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O custo/benefício dos produtos orgânicos é menor, sempre. Consumindo orgânicos você está valorizando o produtor e desestimulando as empresas produtoras de pesticidas que envenenam o meio ambiente.
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Lembre-se: produtos transgênicos estão fora da classificação orgânicos!


Por Clivel Inderson

Secretaria da Agricultura vai criar programa de agroecologia

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento vai criar um programa voltado à agricultura orgânica e agroecologia - o Programa Paraná Agroecológico. A iniciativa foi avaliada pela Câmara Setorial de Agroecologia e Agricultura Orgânica, que se reuniu pela primeira vez para discussão e encaminhamento da proposta ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Cedraf).

A criação do programa poderá ser anunciada durante a realização do 6º Congresso Brasileiro de Agroecologia e 2º Congresso Latino-Americano de Agroecologia, que serão realizados em Curitiba entre os dias 9 e 12 de novembro, quando deverão estar na cidade delegações de pesquisadores, agricultores e integrantes de movimentos sociais que defendem a agroecologia como prática de uma agricultura sustentável.

Com a criação da Câmara Setorial de Agroecologia e Agricultura Orgânica foi oficializada a posse do gerente Jair Mauro Pelegrin Junior, do Instituto Maytenus, Organização do Terceiro Setor que atua na Agricultura Orgânica. E do engenheiro agrônomo da Secretaria, Carlos Alberto Salvador, como secretário-executivo da câmara.

O Paraná é um dos primeiros Estados a criar essa câmara, que funcionará também como instância de deliberação do Cedraf. O documento Paraná Agroecológico foi produzido com a participação de todo o segmento agroecológico do Estado como agricultores familiares, transformadores da produção e consumidores. E agora precisa de deliberação oficial que deve aprovar as macro diretrizes e propostas de projeto.

A Câmara Setorial de Agroecologia foi composta por membros do governo do Estado e federal, das entidades da iniciativa privada como Faep, Fetaep, Fetraf/Sul, Ocepar, BRDE, Cresol, Sebrae, Sicredi, Senar, Ongs, universidades, movimentos sociais e cooperativas. Ela tem como missão propor ações voltadas para o desenvolvimento da agroecologia e da rede de produção orgânica no Estado.

PROGRAMA - O Programa Paraná Agroecológico visa desenvolver e incentivar ações e cultivos conforme os princípios da agroecologia que são o desenvolvimento técnico, social, econômico e ambiental da agropecuária paranaense. Atualmente o Paraná conta com 5.300 produtores orgânicos, responsáveis por uma produção anual de 108 mil toneladas de produtos orgânicos, cultivados numa área de 3,8 mil hectares.

O programa quer atender a expectativa de apoio do setor que está crescendo cerca de 20% ao ano no cenário nacional, informou o secretário-executivo Carlos Alberto Salvador. Entre as ações está prevista a ampliação da oferta de alimentos agroecológicos, de modo que maior parte da população tenha acesso ao consumo de alimentos saudáveis a preços justos.

Entre as ações, será incentivado o resgate de práticas tradicionais sustentáveis para resultar numa agricultura sustentável. Um dos principais pontos para alcançar o êxito, apontou Salvador, será a articulação de ações de apoio à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias apropriadas para amparar o processo de transição agroecológica na propriedade.

Será apoiada a criação e consolidação de mercados locais e outros circuitos de comercialização, a ampliação dos produtos agroecológicos no mercado institucional como merenda das escolas, hospitais, asilos, creches, entre outros.

Para atender com eficiência esse mercado, o programa vai apoiar atividades de capacitação de técnicos e agricultores familiares, visando facilitar a transição da agricultura convencional para sistemas de produção agroecológicos. Também vai incentivar a troca de experiências bem-sucedidas entre os agricultores e suas associações, organizações governamentais e não-governamentais, escolas técnicas, universidades e entidades da iniciativa privada

Por Caroline da Silva

Agricultura orgânica ganha espaço em perímetro irrigado




A cada dia que passa as pessoas estão procurando consumir alimentos que melhorem seu modo de vida e bem estar. Com isso, muitos produtores estão abandonando as antigas formas de cultivo, esquecendo um pouco do lucro e visando novas formas de produção, que mesmo sendo demoradas, resultam em alimentos mais saudáveis.

Essa filosofia já está sendo adotada pelos agricultores do Perímetro Irrigado Jacarecica 2, localizado nas cidades de Malhador e Riachuelo. O perímetro é administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura. Os produtores, que antes trabalhavam com produções à base de agrotóxicos, hoje estão plantando vários cultivos de forma natural, sem fertilizantes químicos ou qualquer tipo de veneno.

Segundo Nivaldo de Freitas Souza, que trabalha com o sogro no perímetro há dois anos, as hortaliças produzidas nestas condições crescem em um solo cheio de vida. ?O veneno usado na hora de plantar faz mal para o alimento e para a terra. Já trabalhei em outros lugares aqui na cidade mexendo com veneno e sei como é.?, diz o agricultor.

O produtor destaca que com a nova forma de plantio, as substâncias tóxicas foram substituídas por leguminosas, estercos de animais, resíduos orgânicos e minerais naturais. Com essa mudança, além de obter vegetais com um alto valor nutritivo e em proporções equilibradas pela natureza, o produtor ainda consegue oferecer um sortimento satisfatório e de boa qualidade para o consumidor.

"Hoje em dia tenho muitas variedades aqui. Planto couve, alface, coentro, mamão, macaxeira, cheiro verde, berinjela, jiló, cebolinha, pepino e pimentão. Tudo com qualidade, sem química e que faz bem para o produtor porque não há contaminação com os fertilizantes, para o consumidor que compra um produto de qualidade e para a terra que não é agredida com ingredientes tóxicos", acrescenta.

Nivaldo coloca ainda que o segredo para que não faltem cultivos na hora da colheita é saber plantar em parcelas. "A plantação tem que ser feita desse jeito porque os alimentos que não possuem qualquer tipo de química demoram um pouco mais para crescer. Eu planto de cinco em cinco carreiras para que toda semana eu tenha o que colher", ensina.

Iniciativa

A cultura orgânica surgiu no perímetro em paralelo à criação da Associação dos Pequenos e Médios Empreendedores Rurais de Malhador, fundada em 2000, através da iniciativa de alguns agricultores. O objetivo da entidade foi buscar a organização dos pequenos produtores para que conseguissem, de forma legal, a doação de lotes de terra no perímetro e para investir em culturas de mercado como a orgânica.

"Naquela época, fizemos um curso inicial através do Sebrae e depois de seis meses começamos a procurar o lote aqui", relembra o agricultor Dernival Lima de Oliveira, que é associado e já foi tesoureiro da associação. Ele conta que mesmo a entidade sendo legalizada, foi necessário muito esforço e força de vontade por parte dos associados que lutaram durante dois anos até conseguir os 60 hectares de terra dentro do perímetro.

Ajuda

Além de doar o lote, o governo disponibilizou toda a assistência técnica necessária para o plantio, que chegou através da Cohidro. Atualmente, a companhia está fornecendo material para a construção da estufa onde serão plantadas as mudas orgânicas e presta assistência técnica aos produtores.

De acordo com o chefe do Perímetro Irrigado, Erotildes José, a empresa forneceu o material, enquanto a construção está sendo feita pelos produtores dos lotes e pelos agricultores de Lagarto, que se disponibilizaram em ajudar, uma vez que já trabalham com a produção há mais tempo. "A Cohidro cedeu o material e eles mesmos estão construindo a estufa, ambiente ideal para a produção das mudas. Com isso, os produtores querem estimular outros produtores a participarem da associação", frisa.

Erotildes destaca ainda que o Governo do Estado já está providenciando o selo de garantia pelo Instituto Biodinâmico para que as colheitas orgânicas sejam certificadas. "Algumas associações que trabalham com essa produção no Estado já possuem o selo de garantia, como a Aspoagre. Assim os produtores poderão vender seus produtos em feiras ou em qualquer outro lugar sem medo", ressalta.

Hoje, a associação possui 14 associados que moram nos lotes e trabalham com a produção de orgânicos. Tudo o que é produzido pelos agricultores é vendido através da compra direta e repassado para instituições, escolas e hospitais. "O convênio com a CONAB garante o preço de mercado para os agricultores", esclarece Erotildes.


Por Queliane Pereira

Fazenda Malunga supera indices

A Fazenda Malunga, que investiu em tecnologia para produzir hortaliça orgânica em grande escala. A propriedade está batendo os índices de produtividade de muitas hortas convencionais. 

 


Por Naiara Ramos

Motivos para consumir produtos orgânicos

  • Prevenir a erosão do solo
  • proteger a qualidade da água
  • rejeitar alimentos com agrotóxicos
  • melhorar a saúde dos agricultores
  • aumentar a renda dos agricultores
  • prevenir gastos futuros
  • Promover a biodiversidade 
  • Descobrir sabores naturais.

Muitas pessoas consideram o alimento orgânico como muito superior a outros alimentos comerciais porque em sua opinião estes são alimentos mais puros - isto é, alimentos orgânicos teriam menos resíduos de substâncias químicas que os demais alimentos comerciais.

Os principais adubos orgânicos para cultivar a horta.



NOME DO ADUBO
CARACTERÍSTICA/ COMPOSIÇÃO

  • Palhas
São resíduos de plantas que entram em senescência; são bons reservatórios de potássio; as palhas de gramíneas incorporadas ao solo melhoram suas propriedades físicas e biológicas, por isso são recomendadas no preparo inicial de solos desgastados; as palhas de leguminosas são mais ricas em nutrientes minerais que as de gramíneas, se decompõem muito rapidamente, sendo boa fonte de nitrogênio.

  • Serragem e maravalha
A composição química da serragem e da maravalha (lâminas muito finas de madeiras) é a mesma da madeira que as originou, geralmente muito rica em energia e pobre em nitrogênio; ricas em lignina (contrastando com as palhas); não são aconselhadas para cobertura morta, pois tendem a formar blocos quando molhadas.

  • Esterco de aves
As aves não produzem urina, por isso, seu esterco é mais rico em nitrogênio que o de ruminantes ou suínos; o esterco de frangos galinhas é rico em nitrogênio e fósforo, mas pobre em celulose, por isso sua decomposição é rápida, liberando-se em poucos dias a maior parte dos nutrientes; em culturas de ciclo longo, o seu aproveitamento tende a ser maior em cobertura do que como adubação.

  • Esterco de ruminantes
O conteúdo de nitrogênio do esterco dos animais a pasto é menor d que com suplementação animal; a maior parte do esterco disponível pode ser usado curtido, compostado ou cru; o curtimento do esterco é seu envelhecimento sob condições não controladas; a compostagem é um aperfeiçoamento do curtimento natural, podendo-se adicionar palhas e outros resíduos vegetais; os estercos curtidos ou compostos são usados como adubo, variando entre 20t/ha e 40t/ha.

  • Esterco de suínos
Como os ruminantes, os suínos separam a urina das fezes; pela natureza de sua alimentação, as fezes são mais ricas em nutrientes e mais pobres em matéria orgânica que as dos ruminantes. A matéria orgânica presente é de decomposição rápida, portanto, o esterco de suíno é mais um alimento para a planta que para o solo.

  • Adubos verdes
A escolha do adubo verde deve ser feita buscando-se especialmente: 1) a máxima produção de biomassa; 2) o balanço de N, e 3) controle de pragas, doenças e invasoras. Quanto ao manejo do adubo verde, a época de corte e sua incorporação (ou não) dependem do objetivo visado. Quando o objetivo é aumentar o teor de húmus no solo, é preciso aumentar a massa de raízes e a quantidade de material orgânico sobre o solo.

  • Húmus de minhoca
As minhocas são criadas em canteiros sobre composto previamente preparado; com o tempo; o material desses canteiros é peneirado. O produto que fica é o húmus de minhoca. A minhoca transforma tudo que devora em um rico adubo. Além disso, movimentando-se na terra, ela melhora a circulação de água e ar dos terrenos. Os excrementos das minhocas aumentam de 3 a 11 vezes a quantidade de P assimilável e de K e Mg trocáveis no solo e elevam, ainda, de 5 a 10 vezes o teor de nitrato e de 30% o de Ca, diminuindo a acidez do solo.

  • "Coquetel"
Uma consorciação de gramíneas e leguminosas para adubação verde (milho, guandu, mucuna-preta, labe-Iabe, calopogônio, feijão-bravo, feijão-de-porco, girassol etc.); as sementes são misturadas em um recipiente e, após preparo do solo, semeadas a lanço numa densidade de 100 quilos por hectares; não precisa fazer adubação nem capina; a diversidade de plantas estimula ao máximo a reciclagem dos nutrientes disponíveis.

  • Farinha de Rocha
Nome dado às rochas moídas ou trituradas para uso agrícola; recupera os solos empobrecidos, desequilibrados e que perderam seus constituintes minerais; as melhores rochas para fazer recuperação de solos são as básicas: ricas em minerais ferromagnesianos e em micronutrientes de grande valor para os solos, plantas e animais.

Por Sérgio Alexandre

Vantagens e desvantagens dos orgânicos





Além de serem isentos de agrotóxicos, os alimentos orgânicos tendem a ser mais saborosos que os tradicionais. Os brócolis, o morango e o tomate, por exemplo, teriam um sabor muito mais pronunciado que aqueles cultivados normalmente. Há quem diga que a carne de galinha, porco e boi que se alimentam ao ar livre (criados sem confinamento) e não recebem hormônios de crescimento também têm sabor diferente, em comparação com os criados "industrialmente". Em geral, seriam carnes mais magras e mais saborosas.
Outro ponto que tem sido objeto de muita investigação, e que seria mais uma vantagem dos orgânicos, seria o fato desses alimentos apresentarem vantagens nutricionais. Embora ainda exista muita discussão a respeito desse assunto e não haja consenso científico sobre o tema, existem vários estudos sendo realizados na tentativa de provar que os produtos livres de agrotóxicos são também mais nutritivos que os convencionais.
Mesmo sabendo que a genética da planta, o clima, a irrigação e a época da colheita têm um impacto muito maior no conteúdo nutricional do que os tipos de fertilizante usado, natural ou artificial, existem estudos como o realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Botucatu, mostrando que cenouras cultivadas sem agrotóxicos têm uma maior durabilidade (tempo de conservação é maior) e apresentam maiores teores de vitamina A e betacaroteno.
Outro estudo, este realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), irá comparar os teores de carotenóides de cenouras e alfaces plantados sem pesticidas no cinturão verde de São Paulo com aqueles cultivados de modo convencional. A intenção é utilizar amostras que vêm direto do produtor, já que de acordo com os pesquisadores as análises com amostras cultivadas em hortas experimentais não refletiriam necessariamente a realidade das plantações.

As duas principais "desvantagens" dos alimentos orgânicos dizem respeito à aparência e ao custo. Por serem cultivados naturalmente, geralmente esses alimentos tendem a ser menores e ao mesmo tempo, alguns também podem apresentar manchas na casca devido aos ataques de insetos. A cor também pode não ser uniforme e tão intensa quanto a alcançada através da utilização de corantes ou ceras (o que é feito em alimentos convencionais).
Por isso, sempre que você observar frutas e hortaliças perfeitos, brilhantes, sem um mínimo defeito, pode ter certeza que nesse alimento houve aplicação de agrotóxico. Já os preços, geralmente um pouco mais altos do que os convencionais, é tido como um empecilho para que boa parte da população tenha acesso a essa alternativa saudável. De acordo com os entendidos, os preços só devem diminuir quando a produção e o consumo aumentarem, mas já existem pesquisas mostrando que sete em cada dez pessoas pagariam até 30% a mais por produtos sem aditivos químicos, desde que não houvesse dúvidas sobre sua procedência (pesquisa do Instituto Gallup).

por sérgio alexandre

A Agricultura Orgânica chega a Europa.



Pela velocidade com que avança na Europa, a agricultura orgânica não demorará muito para estabelecer-se com seus rígidos padrões de cultivo, manejo e comercialização. Em Berlin, já opera uma rede de seis supermercados que vendem, exclusivamente, produtos orgânicos. Um desses supermercados,expõe e vende 10 mil itens de mercadorias orgânicas, todas com selos de certificação. Um desses itens é o melão produzido pela empresa Vale do Sol no pólo irrigado de Petrolina, no Oeste pernambucano. Outro é a rapadura, não aquela em barra feita do mel do engenho de cana, conhecida dos cearenses, porém um açúcar granulado que a empresa alemã Rapunzel, num escandaloso e ainda não resolvido caso de apropriação indébita e de plágio, importa do Brasil, embala aqui e vende para a Europa e a Ásia. A Rapunzel, simplesmente, registrou e tornou-se dona da marca Rapadura. O Brasil tenta retomar a marca nos tribunais do mundo, mas ainda não obteve êxito. Nas gôndolas dos supermercados de produtos orgâncos também há vinhos. O conhecido tinto francês St. Emilion, por 17,99 euros, é um dos mais consumidos.

Por Tais Chaves

Agricultura orgânica para produzir mais e melhor.




A Avaliação Internacional do Conhecimento, da Ciência e da Tecnologia no Desenvolvimento Agrícola concluiu, em abril deste ano, que “a maneira como o mundo cultiva seus alimentos terá de mudar radicalmente”. Para quê? “Para servir melhor aos pobres famintos, para enfrentar os problemas da crescente população e da mudança climática e, ainda, para evitar a decomposição social e o colapso ambiental”, dizia esse estudo baseado no conhecimento de aproximadamente 400 cientistas e outros especialistas. A agricultura orgânica é uma das opções mais promissoras para enfrentar estes desafios.

O potencial para vender bens a consumidores que estão dispostos a pagar mais por uma produção orgânica certificada em muitos países desenvolvidos gera significativas possibilidades de boa renda para os agricultores do mundo em desenvolvimento. Os mercados para tais produtos cresceram em ritmo superior a 15% ao ano nas duas últimas décadas. Estima-se que, em 2006, as vendas de produtos orgânicos certificados somaram mais de 30 bilhões de euros (US$ 38 bilhões, em valores de hoje), o que representou alta de 20% em relação a 2005. E espera-se que cheguem a 52 bilhões de euros (US$ 65 bilhões) até 2012.

Em conseqüência, a agricultura orgânica se mantém viva e fortalece a rica herança dos conhecimentos agrícolas tradicionais e a variedade dos alimentos. Como sistema de produção sustentável e amigável com o meio ambiente, a agricultura orgânica se baseia no uso do agrossistema e dos recursos locais, em lugar de depender de investimentos externos. Assim os agricultores se vêem menos afetados pelos custos crescentes dos fertilizantes e agroquímicos. Enquanto os preços dos agroquímicos sobem devido ao encarecimento do petróleo, esta agricultura, que usa agroquímicos não sintéticos, se torna cada vez mais competitiva. Por outro lado, ao confiar em recursos locais, as comunidades rurais se tornam menos vulneráveis à volatilidade externa causada por fatores que vão além de seu controle.

Por todas estas razões, a agricultura orgânica é uma ferramenta poderosa para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, particularmente os referentes à redução da pobreza e ao meio ambiente. No momento é apenas um nicho de mercado, pois usa cerca de 2% das terras agrícolas do planeta. Mas, seu potencial ainda não foi totalmente explorado. Também há desafios para que os países em desenvolvimento aproveitem estas oportunidades, particularmente na construção de capacidades produtivas, acesso aos mercados e obstáculos à importação.




Por Tais Chaves

Brasil tem a 2ª maior área de agricultura orgânica no mundo.



O Brasil possui a segunda maior área de produção agrícola orgânica no mundo, perdendo apenas para a Austrália. O País ocupava o 34º lugar, mas subiu no raking com a inclusão, no cálculo, do extrativismo sustentável da Região Amazônica. Ao todo, são 6,5 milhões de hectares de terra disponíveis para o cultivo de orgânicos como banana, abacaxi, café, mel, leite, carnes, soja, palmito, açúcar, frango, hortaliças e alguns produtos da Amazônia como castanha, açaí, látex e frutas.
Para o chefe da Divisão de Certificação e Controle da Produção Orgânica do Ministério da Agricultura, Roberto Mattar, com uma área tão grande certificada, "nós estamos garantindo ao produtor a valorização do seu produto e a geração de emprego e renda para as famílias que vivem na região, além da preservação do meio ambiente para as gerações futuras".

Por Tais Chaves

Como saber se um alimento é orgânico

O consumidor não conseguiria pessoalmente visitar as propriedades agrícolas para verificar se os alimentos que se dizem orgânicos foram produzidos segundo critérios realmente ecológicos. Para fazer isso, existem instituições chamadas de “certificadoras”, ligadas às Associações de Produtores.

As certificadoras orientam os produtores interessados para que tomem conhecimento das “normas” de produção orgânica. Seus inspetores visitam regularmente as propriedades agrícolas, verificando o cumprimento dessas normas e se constatarem que elas foram realmente cumpridas, autorizam aos produtores que utilizem na embalagem do seu produto o “selo de qualidade” da certificadora. Existe um contrato obrigando as duas partes: um lado cumpre as normas, o outro lado inspeciona e certifica.

De maneira que não basta que estejam impressas numa embalagem as palavras Produto Orgânico, Produto Natural, Ecológico ou qualquer adjetivo semelhante, para garantir ao consumidor o que se está dizendo. A única certeza do consumidor são os selos das certificadoras, cujos inspetores de fato, acompanharam todo o processo produtivo daquela banana, alface, palmito, cacau, açúcar, café, geléia etc.

É fácil de verificar e seguro. Aqui estão os principais Selos de Certificação no Brasil, para conhecer melhor é só clicar no selo e conhecer o seu site:


Alguns desses selos garantem que os alimentos seguem as normas de outros países também, podendo ser exportados e comercializados como orgânicos no exterior.

Se você for comprar numa feira de produtores orgânicos, não é preciso procurar pelo selo da certificadora. Todos os produtores que estão ali vendendo os alimentos estão sendo inspecionados pela associação responsável pela organização da feira.

Por Tais Chaves

Orgânicos terão selo em 2010





A partir do ano que vem, todo produto orgânico brasileiro (exceto os
vendidos diretamente pelos agricultores familiares) deverão ter o Selo do
Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica (Sisorg) – cujo
objetivo é identificar os produtos orgânicos.
A etiqueta é fundamental para orientar o consumidor, ajudando a identificar se um alimento é realmente orgânico e que cuidados ele deve tomar na hora de comprar esse tipo de produto.
Os orgânicos, alimentos livres de agrotóxicos, estão cada vez mais presentes a mesa dos paulistanos. Segundo pesquisa realizada pela consultoria GFK e divulgada em junho, 12% dos moradores da capital preferem os alimentos orgânicos – que já respondem por 1% do faturamento total dos supermercados.


Para divulgar o novo selo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA) lançou a cartilha O Olho do Consumidor, no endereço na internet:
www.agricultura.gov.br/images/MAPA/arquivos_portal/ACS/cartilha_ziraldo.pdf

Ela é ilustrada por Ziraldo e explica ao leitor o que são orgânicos, como identificá-los.
"Para que um produto seja certificado como orgânico, os produtores devem
respeitar critérios, como não usar agrotóxicos, herbicidas e nem
fertilizantes químicos, não cultivar em regime de monocultura, respeitar as legislações trabalhista e ambiental, fazer o manejo sustentável dos recursos naturais e dos resíduos gerados na produção e se submeter a auditorias anuais da certificadora, além de possíveis visitas esporádicas e sem prévio aviso", explica Sylvia Wachsner, diretora técnica da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e coordenadora do Projeto Organics Net.

A cartilha explica até a diferença entre produto orgânico (com no mínimo 95% de ingredientes orgânicos e sem ingredientes transgênicos), com ingredientes orgânicos (entre 70% e 95%) e não-orgânicos (com menos de 70%). Também é importante lembrar que, quando se fala em produtos orgânicos, quanto mais frescos, melhor.
Por isso, muitos consumidores preferem comprar direto dos agricultores familiares da sua região, em feiras e pequenos mercados. Nestes casos, não será necessário o selo, mas esses agricultores familiares devem estar vinculados a uma organização de controle social (associação, cooperativa ou consórcio de agricultores) cadastrada no governo.
"Isso é fundamental, já que o orgânico está na moda e há oportunistas
vendendo produtos falsos", diz Plínio da Silva Telles, vice-presidente da
Associação de Agricultura Orgânica (AAO), entidade que há 18 anos organiza
aos sábados, domingos e terças-feiras a feira do produtor orgânico, no
Parque da Água Branca, na capital.
 
IDENTIFIQUE

  • ORGÂNICO
    Produtos com no mínimo 95%
    de ingredientes orgânicos e que não contenham ingredientes transgênicos 

  • COM INGREDIENTES
    ORGÂNICOS
    Produtos que tenham entre 70% e 95% de ingredientes
    orgânicos 

  • NÃO ORGÂNICOS
    Produtos com menos de 70% de ingredientes orgânicos

  • Por Juliane Oliveira

    terça-feira, 3 de novembro de 2009

    Perguntas e Respostas


    O que são fertilizantes orgânicos ?
    São fertilizantes (ou adubos) de natureza orgânica, ou seja, obtidos de matérias-primas de origem animal ou vegetal, sejam elas provenientes do meio rural, de áreas urbanas ou da agroindústria. Os fertilizantes orgânicos podem ou não ser enriquecidos com nutrientes de origem mineral (não orgânica), podendo ser divididos em quatro tipos principais:
    • Fertilizantes orgânicos simples.
    • Fertilizantes orgânicos mistos.
    • Fertilizantes orgânicos compostos.
    • Fertilizantes organominerais.

    O que é composto orgânico?
    Composto orgânico é o produto final da decomposição aeró- bia (na presença de ar) de resíduos vegetais e animais. A compostagem permite a reciclagem desses resíduos e sua desinfecção contra pragas, doenças, plantas espontâneas e compostos indesejáveis. O composto orgânico atua como condicionador e melhorador das propriedades físicas, físico-químicas e biológicas do solo, fornece nutrientes, favorece o rápido enraizamento e aumenta a resistência das plantas.
     
    Como é feito o composto orgânico?
    O composto orgânico é feito com resíduos vegetais, ricos em carbono (galhos, folhas, capim e outros), e resíduos animais, ricos em nitrogênio (esterco bovino, de aves e de outros animais, cama de aviário de matrizes, dentre outros). Quando se dispõe apenas de materiais pobres em N, como cascas de pínus, árvores velhas e capins, estes devem ser alternados com camadas de resíduos de leguminosas.

    A escolha da matéria-prima é importante para maior eficiência da compostagem. A relação carbono/nitrogênio (C/N) inicial ótima (de 25–35:1) pode ser atingida com o uso de 75 % de restos vegetais variados e 25 % de esterco. Esses resíduos, vegetais e animais, são dispostos em camadas alternadas formando uma leira ou monte de dimensões e formatos variados.

    O formato mais usual é o de seção triangular, sendo a largura comandada pela altura da leira, a qual deve situar-se entre 1,5 m e 1,8 m. À medida que a pilha vai sendo formada, cada camada de material vai sendo umedecida com água, tomando-se o cuidado para que não haja escorrimento. A pilha deve ser revirada (parte de cima para baixo e parte de dentro para fora) aos 15, 30 e 45 dias. No momento das reviradas, o material deve ser umedecido para que a umidade fique em torno de 50 % a 60 % (na prática, atinge-se esse teor de umidade quando o material transmite a sensação de úmido ao ser tocado com as mãos, e, ao ser comprimido, não deixa escorrer água entre os dedos e forma um torrão que se desmancha com facilidade).

    Para manter a umidade ideal, a pilha deve ser coberta com palhas, folhas de bananeira ou lona de plástico. O local deve ser protegido do sol e da chuva (área coberta ou à sombra de uma árvore).

    O que é biofertilizante?
    É o material líquido resultante da fermentação de estercos, enriquecido ou não com outros resíduos orgânicos e nutrientes, em água. O processo de fermentação pode ser aeróbico (na presença de ar) ou anaeróbico (na ausência de ar). Os biofertilizantes podem ser aplicados via foliar, diluídos em água na proporção de 2 % a 5 %, ou no solo, via gotejamento. A forma como o biofertilizante atua nas plantas ainda não é completamente esclarecida e merece ser melhor estudada. Apresenta efeitos nutricionais (fornecimento de micronutrientes) e fitossanitários, atuando diretamente no controle de alguns fitoparasitas por meio de substâncias com ação fungicida, bactericida ou inseticida presentes em sua composição. Parece atuar equilibrando e tonificando o metabolismo da planta, tornando-a mais resistente ao ataque de pragas e doenças. Entre os biofertilizantes mais conhecidos destacam-se:
    • Supermagro.
    • Agrobio.
    • Biofertilizante líquido (Vairo).

    Qual o tamanho do mercado brasileiro de hortaliças produzidas no sistema orgânico?
    Estimativas recentes dão conta de que o mercado brasileiro de produtos orgânicos movimente US$ 300 milhões por ano e de que as hortaliças possam representar 60 % desse total. Atualmente, em todas as grandes cidades brasileiras existe um mercado potencial para produtos orgânicos.

    Que fatores encarecem as hortaliças do sistema orgânico?
    Existem vários fatores de produção que tendem a aumentar os preços dos produtos orgânicos:

    • Menor produtividade e escala de produção em relação à convencional.
    • Falta de pesquisa e de tecnologia apropriada.
    • Falta de assistência técnica adequada e de investimentos por parte dos produtores.
    • Demanda maior que a oferta.
    • Custos adicionais de mão-de-obra, da certificação, da administração do empreendimento e de ensaios tecnológicos feitos pelos próprios produtores.
    • Falta de tecnologias de produção em determinadas regiões, entre outros.

    Como ampliar o mercado para produtos orgânicos no Brasil?
    O Brasil tem um mercado interno muito dinâmico e que pode ser melhor explorado tanto para hortaliças in natura como para produtos processados. Uma boa maneira de conhecer melhor as demandas de outras regiões é viajar e visitar pontos de venda de produtos orgânicos, como supermercados, ‘sacolões’ e lojas de produtos naturais. A participação em feiras especializadas em produtos orgânicos, como a Bio Brazil Fair, a BioFach América Latina, feiras de produtos da agricultura familiar e outros eventos de promoção da agricultura orgânica, também é muito importante para conhecer novas tendências e estabelecer novas relações comerciais.

    Por Jéssica Oliveira


    A Química na produção de alimentos orgânicos

    De acordo com Stringheta, “o princípio da agricultura orgânica é cuidar do solo”. Para melhorar seu desempenho, o principal recurso é justamente a incorporação de matéria orgânica, especialmente restos vegetais e estercos. No caso destes últimos, é preciso submetê-los a um processo de compostagem para eliminar microorganismos patogênicos.


    O composto é feito com camadas intercaladas de restos vegetais e esterco regadas com água. De acordo com o engenheiro agrônomo José Pedro Santiago, presidente da Câmara Setorial de Agricultura Orgânica e consultor do IBD, o esterco precisa ficar pelo menos três meses em compostagem. Durante esse período, ocorrem processos bioquímicos e a matéria orgânica é decomposta.

    Polito diz que a compostagem tem ainda uma segunda função: fazer com que seja liberado carbono na forma de gás, de modo que, quando o adubo for incorporado ao solo, a relação carbono-nitrogênio na planta esteja equilibrada.

    Santiago explica que, para promover a fertilidade do solo, “podem também ser usados os chamados micronutrientes, que são produtos químicos”. Esse micronutrientes são combinados com matéria orgânica em insumos denominados biofertilizantes. Um deles é o Supermagro, recomendado pela Embrapa para a produção de café orgânico. Em sua composição, há água, leite e esterco bovino, e também produtos químicos como os sulfatos de cobalto e manganês e o termofosfato silício-magnesiano. Ingredientes semelhantes compõem o Agrobio, um outro biofertilizante bastante utilizado, desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio). Santiago, contudo, faz uma ressalva sobre o emprego dos micronutrientes: “Eles podem ser usados até certa quantidade e, no caso de algumas certificadoras, é preciso justificar o uso”.

    De acordo com os adeptos da produção orgânica, além de levar nutrientes às plantas, os compostos e os biofertilizantes fazem com que elas criem mecanismos próprios de defesa contra pragas e doenças, o que reduz a necessidade de usar defensivos. “O princípio da agricultura orgânica é o seguinte: tenha um solo sadio, que você vai ter uma planta sadia”, resume o presidente da Câmara Setorial.

    Nos casos em que ainda assim houver pragas ameaçando a produtividade da lavoura, recorre-se a produtos como a calda sulfocálcica. Composta de polissulfetos de cálcio, ela combate ácaros, fungos e insetos. Como fungicida, também pode ser usada a calda bordalesa, preparada com cal hidratada e sulfeto de cobre. Tal como no caso dos biofertilizantes, algumas certificadoras exigem justificativa técnica acompanhada de análises de solo e folhas para autorizar o uso desses produtos.

    O controle também pode ser feito com extratos de plantas como dente-de-leão, urtiga e neen. Para o professor da USP, desenvolver mecanismos que otimizem a extração e o aproveitamento desse extratos é uma função do profissional da química. “Será que o dente-de-leão não tem alguma substância que possa ser usada de modo mais rápido?”, exemplifica.

    Polito também chama a atenção para a necessidade de criar meios de concentrar os princípios ativos e de desenvolver veículos eficientes para os insumos usados na agricultura orgânica. Nesse sentido, o profissional da química tem nesse tipo de produção a mesma função que exerce na convencional: criar meios de reduzir custos e aumentar a eficiência dos insumos. “Eu diria que esse campo é uma avenida aberta para pesquisa que os químicos não perceberam ainda”, opina o professor.
     
    Por Leonardo Lopes

    O que é um Produto Orgânico e um Solo Saudável ?

    O produto orgânico é cultivado sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos. É um produto limpo, saudável, que provém de um sistema de cultivo que observa as leis da natureza e todo o manejo agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos recursos naturais.


    O solo é a base do trabalho orgânico. Vários resíduos são reintegrados ao solo; esterco, restos de verduras, folhas, aparas, etc., são devolvidos aos canteiros para que sejam decompostos e transformados em nutrientes para as plantas. Essa fertilização ativará a vida no solo; os microorganismos além de transformar a matéria orgânica em alimento para as plantas, tornarão a terra porosa, solta, permável à água e ao ar. O grande valor da horticultura orgânica é promover permanentemente o melhoramento do solo. Ao invés de mero suporte para a planta, o solo será sua fonte de nutrição.

    A rotação de culturas é utilizada como forma de preservar a fertilidade do solo e o equilíbrio de nutrientes. Contribui também para o controle de pragas, pois o cultivo das mesmas culturas nas mesmas áreas poderia resultar no aparecimento de doenças e infestações. As monoculturas são evitadas. A diversidade é fator que traz estabilidade ao agrossistema, pois implica no aumento de espécies e na interação entre os diversos organismos.

    O cultivo consorciado, isto é, o plantio de 2 espécies lado a lado, contribui para o controle da erosão, pois mantém o solo coberto. Muitas espécies podem ser associadas entre si, pois se favorecem mutuamente:

    * espécies que poduzem muita sombra podem ser associadas àquelas que gostam de sombra; ex: tomate e salsa;
    * raízes profundas com raízes superficiais. ex: cenoura e alface;
    * espécies com folhagens ralas podem ser plantadas junto àquelas mais volumosas, ex : cebolinha e beterraba;
    * espécies com exigências diversas em relação à nutrientes. ex : rúcula e brócolis;
    * espécies que exalam odores e afugentam insetos: ex : alface e cebolinha.

    Essas técnicas contribuem para um solo saudável, uma produção sadia e previnem o aparecimento de infestações. A conservação de faixas de vegetação nativa entre os canteiros auxilia no controle de pragas. Servem de refúgio para diversos insetos benéficos que se alimentam de fungos ou organismos que, sem seus inimigos naturais, poderiam aniquilar a plantação. A fauna silvestre é preservada e a diversidade é essencial para o equiliíbrio de várias espécies.

    Infestações ocasionais podem ser tratadas com caldas, criação e soltura de inimigos naturais, armadilhas, catação manual e outros. Essas técnicas contribuem para um solo saudável, uma produção sadia e previnem o aparecimento de infestações. A conservação de faixas de vegetação nativa entre os canteiros auxilia no controle de pragas. Servem de refúgio para diversos insetos benéficos que se alimentam de fungos ou organismos que, sem seus inimigos naturais, poderiam aniquilar a plantação. A fauna silvestre é preservada e a diversidade é essencial para o equiliíbrio de várias espécies.
     
    Por Thiago Casales

    Mais informação ..

    Termo frequentemente usado para a produção de alimentos e produtos vegetais que não faz o uso de produtos químicos sintéticos ou alimentos geneticamente modificados. A sua base é holistica e põe ênfase no solo. Os seus componentes acreditam que num solo saudável, mantido o uso de fertilizantes e pesticidas feito pelo homem, os alimentos tenham qualidade superior a dos alimentos convencionais.

    Por Iara Almeida

    A proposta do blog sobre Agricultura Orgânica




    O objetivo deste blog, é além de promover o conceito da agricultura orgânica, o seu papel na saúde e na preservação do meio ambiente, é também conscientizar as pessoas e os consumidores sobre a importância do consumo sustentável. Sempre que possível, seja nas páginas deste blog, estaremos sempre destacando que a decisão do consumidor no momento da compra, tem um impacto na cadeia produtiva daquele determinado produto que é muito importante no futuro do país.

    O consumidor de hoje está atento à questão da preservação do meio ambiente e está mais cuidadoso com a qualidade de sua alimentação. As duas atitudes vão ao encontro do conceito da agricultura orgânica.

    Nossa sala recolhe e organiza o maior número possível de informações dispersas relativas ao universo orgânico, para apresentá-las em um único endereço: www.1v09.blogspot.com, para que tanto vocês caros visitantes, como nossos professores, e até nós mesmos estudantes, tenhamos uma fonte de pesquisa na qual podemos aproveitar 100% de todas as informações aqui contidas.

    Por Jéssica Oliveira

    Não confunda hidrôponico com orgânico!

    Com a atual variedade de produtos nos supermercados, fica difícil para o consumidor não se confundir entre tantos nomes: natural, hidropônico, processado, orgânico. A seguir, veremos com mais detalhes cada uma dessas denominações.

    "Natural"

    Em princípio, vale lembrar de que toda verdura, fruta ou legume é natural, já que o homem pode apenas reproduzir plantas a partir de sementes ou outras partes de plantas, multiplicando-as através da agricultura. Ou seja, independentemente do sistema em que foram produzidos (convencional ou orgânico), do grau de contaminação ou da qualidade nutricional que apresentem, qualquer verdura, legume ou fruta é natural. Portanto, a palavra "natural" indicada nas embalagens não significa que o produto esteja isento de agrotóxicos e outras substâncias que trazem riscos para a saúde humana.

    "Processado"

    Os produtos lavados, cortados e embalados, usados para facilitar a vida da dona de casa, continuam sendo verduras e legumes convencionais, ou seja, que receberam agrotóxicos e adubos químicos; apenas já foram selecionados pela indústria. Atualmente, é possível encontrar produtos higienizados e processados que foram produzidos no sistema orgânico e que por isso, não contêm agrotóxicos nem qualquer outro produto potencialmente tóxico. Para encontrá-los, basta verificar na embalagem a palavra "orgânico" juntamente com o selo de uma instituição certificadora. Desta forma, o consumidor terá a certeza de que os produtos processados seguiram, de fato, todas as normas de produção que geram alimentos saudáveis, como são os orgânicos.

    "Hidropônico"

    O hidropônico é um alimento produzido sem a presença do solo e sempre em ambiente protegido, ou seja, em estufa. Cultivado sobre suportes artificiais, em água, recebe soluções químicas para nutrição e tratamento de eventuais doenças.

    "Orgânico"

    O produto orgânico, ao trazer este nome na embalagem juntamente com o selo de uma Instituição Certificadora, demonstra a quem o compra muito mais que um alimento isento de substâncias nocivas à saúde. Ao ser gerado dentro de um sistema produtivo que preservou o ambiente natural, o produto orgânico contribui para a melhor qualidade de vida não de um consumidor isolado, mas de toda a sociedade.

    http://www.planetaorganico.com.br/saudhid.htm

    Por Jéssica Oliveira










    Agricultura Orgânica no Brasil

    Segundo informações disponíveis nos portais do IBD (Instituto Biodinâmico, 2003), PLANETA ORGÂNICO (2003) e YAHOO! (2003), o mercado de produtos alimentícios orgânicos cresce em ritmo acelerado no planeta todo e estimativas indicam que o comércio mundial desse tipo de alimentos movimentou US$ 11 bilhões, em 1997 e cerca de US$ 25 bilhões, em 2001. As vendas em 2003 devem alcançar US$ 11 bilhões, US$ 13 bilhões e US$ 350 milhões na Europa, Estados Unidos e Japão, respectivamente. Esses números apesar de serem expressivos representam uma pequena parcela do total de alimentos negociados, não mais que 4%, sendo um nicho de mercado.

    Os dados sobre o tamanho do mercado de produtos orgânicos no Brasil são escassos, mas segundo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) o país ocupa o 15º lugar na classificação mundial e o mercado nacional movimenta anualmente US$ 200 milhões. Segundo estimativas do IBD, maior certificadora de produtos orgânicos no país, que só no ano passado certificou 705 projetos e recebeu cerca de 100 pedidos de pequenos produtores rurais para análise, o mercado consumidor é sustentado por mais de 7 mil produtores em 270 mil hectares de agricultura e pecuária orgânicas

    Segundo dados da IFOAM (Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica), o sistema orgânico já é praticado em mais de centenas de países, sobretudo na Europa, EUA, Japão, Austrália e América do Sul. Esta expansão está associada, em grande parte, ao aumento de custos da agricultura convencional, à degradação do meio ambiente e à crescente exigência dos consumidores por produtos "limpos", livres de substâncias químicas e/ou geneticamente modificadas.

    A certificação da produção, serviços, entre outros, como orgânica, para qualquer tipo de alimento, fornecem ao consumidor a certeza de estar adquirindo um produto isento de qualquer tipo de contaminação química. Também assegura que o mesmo é o resultado de um sistema de produção que causa os menores impactos negativos possíveis ao meio ambiente, mantendo as características nutricionais e biológicas dos alimentos obtidos. Dessa forma, segura condições de vida mais satisfatórias para quem reside nas áreas rurais e nas cidades. Portanto, o processo de certificação orgânica ultrapassa a área comercial, pois considera não apenas os sistemas de obtenção de produtos isolados e sim processos mais sustentáveis ecologicamente e socialmente responsáveis de se produzir alimentos, fibras naturais, entre outros.

    http://www.webartigos.com/articles/11646/1/a-agricultura-organica-no-brasil/pagina1.html

    Por Taís C. Chaves